A frase de Viktor Frankl, “A vida é como ir ao dentista: você sempre pensa que o pior ainda está por vir, mas já passou”, continua atual em 2026 porque traduz um comportamento típico de hoje: viver em alerta, antecipando problemas, criando cenários catastróficos na mente e esquecendo de olhar com clareza para o que está acontecendo agora.
Quem foi Viktor Frankl e por que sua visão sobre a vida importa hoje
Viktor Frankl foi um neurologista, psiquiatra e filósofo austríaco, criador da logoterapia, abordagem que coloca a busca de sentido no centro da experiência humana. Sobrevivente de campos de concentração na Segunda Guerra, ele transformou o próprio sofrimento em fonte de reflexão sobre liberdade interior e propósito.
Em “Em Busca de Sentido”, Frankl mostra que, mesmo em condições extremas, o ser humano pode encontrar um “porquê” para continuar. A comparação entre a vida e uma ida ao dentista não é apenas uma piada irônica: é um comentário direto sobre como a mente reage ao medo do futuro, frequentemente ampliando dores que nem chegaram.

O que a metáfora da ida ao dentista revela sobre a mente humana
A metáfora de Viktor Frankl ilustra a tendência do cérebro de antecipar ameaças como forma de proteção. Isso foi útil em contextos de perigo real, mas hoje esse sistema se ativa diante de prazos, reuniões, provas ou conversas difíceis, como se tudo fosse questão de sobrevivência.
Frankl chama atenção para a distância entre o que se teme e o que realmente acontece: muitas vezes, o que parecia insuportável se mostra breve e suportável. A ansiedade se concentra na espera, não no fato em si, e o sofrimento antecipado costuma ser maior do que o vivido.
Por que tantas pessoas vivem antecipando o pior no dia a dia
O hábito de imaginar o pior cenário está ligado ao desejo de controle e à influência de experiências passadas e ambientes pressionadores. A mente tenta se proteger prevendo tudo, mas acaba prolongando a ansiedade por situações que talvez nunca se concretizem.
Alguns fatores ajudam a entender por que esse padrão é tão comum e repetido em contextos pessoais e profissionais:
- Busca de controle: imaginar todos os desfechos negativos traz falsa sensação de preparo.
- Histórico de traumas ou frustrações: o passado é projetado no futuro como se fosse destino.
- Ambientes de alta cobrança: metas rígidas e notícias alarmantes alimentam o estado de alerta.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Brasil Paralelo falando sobre Viktor Frankl e a chave para decifrar o sentido da vida.
Como a logoterapia de Frankl ajuda a lidar melhor com o futuro
A logoterapia propõe deslocar o foco da pergunta “e se tudo der errado?” para “o que essa situação está pedindo de mim agora?”. Em vez de gastar energia em medos abstratos, a pessoa é convidada a agir com responsabilidade no presente, buscando um sentido concreto em cada desafio.
Na prática, isso significa observar quando a mente está presa ao amanhã e voltar a atenção para o que é possível hoje: preparar-se para a entrevista, estudar para a prova, treinar a conversa difícil. O futuro deixa de ser um filme de terror e se torna um campo de ação, passo a passo.
Como usar a metáfora de Frankl para mudar sua forma de viver agora
Quando Frankl afirma que “o pior já passou”, ele não nega a dor, mas questiona o exagero com que a antecipamos. Em um mundo acelerado e incerto, lembrar que a maior parte do sofrimento está na expectativa pode ser um ponto de virada para quem vive em estado de alerta constante.
Não espere a próxima “consulta ao dentista” da vida para perceber que aguentava mais do que imaginava. Comece hoje a observar seus medos, reduzir a antecipação de tragédias e escolher respostas mais conscientes. Se algo em você se reconheceu neste texto, não adie: procure ajuda psicológica, estude mais sobre logoterapia ou dê agora o primeiro passo para viver com mais presença e sentido.




