O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), lançou uma iniciativa fundamental para combater fraudes bancárias e digitais no Brasil. A Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias e Digitais foi anunciada em 18 de março, com o objetivo de fortalecer tanto a prevenção quanto a repressão de crimes cibernéticos.
Esse esforço conjunto resulta de um acordo técnico firmado em agosto do ano anterior, com discussões iniciadas em setembro de 2024, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Digitais. A aliança busca criar estratégias eficazes para reduzir os crimes digitais e aumentar a segurança dos cidadãos.
Como a aliança vai atuar no combate às fraudes
Um comitê gestor, formado por representantes do Ministério da Justiça e da Febraban, será responsável por definir as diretrizes da iniciativa. Para garantir avanços constantes, fóruns bimestrais serão realizados para monitorar as ações e propor novas estratégias.
A aliança conta com três grupos temáticos focados em áreas prioritárias:
- Prevenção e detecção de fraudes: desenvolvimento de campanhas de conscientização e aprimoramento na identificação de usuários para abertura de contas digitais.
- Compartilhamento de dados: melhoria dos critérios e protocolos da Plataforma Tentáculos, criada pela Febraban e Polícia Federal, que já resultou em 200 operações e mais de 85 prisões.
- Atendimento às vítimas e capacitação de agentes: centralização dos canais de denúncia e criação de protocolos específicos para atendimento de crimes cibernéticos em delegacias.

Crimes digitais crescem e afetam milhões de brasileiros
O aumento dos crimes digitais tem sido uma grande preocupação. Segundo dados do Ministério da Justiça, em fevereiro de 2024, 36% dos brasileiros foram vítimas de golpes ou tentativas de golpe, com os idosos sendo os mais vulneráveis.
Os golpes mais comuns incluem:
- Clonagem de cartões (44%)
- Falsa central de cartões (32%)
- Pedidos de dinheiro por conhecidos falsos via WhatsApp (31%)
Diante desse cenário alarmante, a aliança busca desenvolver medidas mais eficazes para prevenir fraudes e aumentar a segurança digital no país.
A importância da participação do setor privado
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, comparou o crescimento dos crimes digitais a uma epidemia e ressaltou a necessidade de uma ação conjunta entre setores estratégicos, como tecnologia da informação, telecomunicações e varejo. Essa abordagem integrada fortalece as iniciativas contra os golpes virtuais.
Além da colaboração com a Polícia Federal, a Febraban tem investido em diversas frentes para conter os crimes digitais:
- Treinamento de agentes bancários em segurança cibernética desde 2020.
- Criação de um grupo de repressão com 21 instituições, resultando em 2,5 mil prisões em 2023.
- Campanhas de conscientização em períodos de alto risco, como datas comemorativas.
Um novo caminho para a segurança digital no Brasil
Com a implementação da Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias e Digitais, o Brasil avança no enfrentamento aos crimes cibernéticos. A combinação de inteligência, capacitação técnica e colaboração entre setores é a chave para tornar o ambiente digital mais seguro e confiável, reduzindo fraudes e garantindo maior proteção aos cidadãos.




