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Substituta da picanha nos churrascos, a maminha conquista pelo sabor intenso, maciez e preço mais acessível.
Localizada na ponta da alcatra, no traseiro do boi, a maminha pesa em média 2 kg e tem fibras naturalmente macias.
Versátil de verdade: vai bem na grelha, na panela de pressão, no forno e até em receitas de panela.
Se você já chegou no açougue querendo picanha e saiu com outra carne porque o preço não ajudou, saiba que não está sozinho. Essa história se repete toda semana pelo Brasil, e os açougueiros têm um nome na ponta da língua quando alguém pede uma alternativa à altura: a maminha.
A ponta da alcatra que saiu da sombra
A maminha é um corte bovino retirado da ponta da alcatra, na parte traseira do boi, e pesa em média 2 quilos. Ela fica numa região do animal que não é muito exigida em esforço muscular, o que explica o segredo da sua maciez natural. Suas fibras são curtas, o que facilita o preparo e deixa a carne quase desmanchar na boca quando feita do jeito certo.
Por muito tempo, esse corte ficou na sombra da picanha e da fraldinha. Mas, com a alta dos preços dos cortes mais nobres nos últimos anos, a maminha passou a ganhar destaque nas gôndolas dos açougues e nas conversas entre churrasqueiros. Hoje, ela é um dos cortes mais recomendados por profissionais do ramo como custo-benefício imbatível.
O que faz essa carne ser tão especial?
Ao contrário da picanha, que tem uma grossa capa de gordura concentrada, a maminha apresenta uma distribuição mais uniforme de gordura pela peça. Isso significa que ela se mantém suculenta durante o preparo sem depender de uma camada de gordura visível. O resultado na grelha é uma carne macia, com sabor marcante e sem precisar de muito tempero para impressionar.
Do ponto de vista nutricional, a maminha também tem seus pontos a favor: é uma fonte rica em proteínas de alta qualidade, além de vitaminas do complexo B (especialmente a B12), ferro e zinco. Para quem quer uma carne saborosa sem exagerar na gordura, ela se encaixa bem numa dieta equilibrada.

Da grelha à panela: modos de preparo que funcionam
Uma das grandes vantagens da maminha é que ela funciona bem em vários tipos de preparo. Não é uma carne presa à churrasqueira, o que amplia muito as possibilidades para o dia a dia. Veja como os especialistas recomendam aproveitá-la:
- Na grelha ou churrasqueira: assar em fogo médio, sem pressa, preserva a suculência natural. O segredo é não deixar passar do ponto.
- Na panela de pressão: com cebola, alho, páprica e um toque de molho de soja, a maminha fica incrivelmente macia em cerca de 40 minutos.
- No forno: temperada com antecedência e embrulhada em papel alumínio, ela retém os sucos e sai muito suculenta.
- Em bifes grelhados: ótima para o almoço do dia a dia, especialmente quando fatiada corretamente.
- Dica de ouro: sempre fatiar a maminha contra as fibras para garantir a maciez máxima em cada pedaço.
Pontos-chave
Preço
A maminha custa significativamente menos que a picanha, sendo uma das opções de maior custo-benefício nos açougues brasileiros.
Versatilidade
Funciona na churrasqueira, no forno, na panela de pressão e até em bifes do cotidiano, adaptando-se a qualquer ocasião.
Preparo
Fatiar sempre contra as fibras e não passar do ponto são os dois segredos para extrair o máximo de maciez e sabor desse corte.
No bolso e no prato, ela faz a diferença
Numa época em que a carne bovina continua pesando no orçamento das famílias, a maminha surge como uma resposta prática: ela entrega sabor e maciez sem cobrar o preço premium da picanha. Para quem gosta de receber amigos e quer um churrasco digno sem estourar o orçamento, esse corte é uma das apostas mais certeiras nos açougues de todo o Brasil.
Segundo especialistas em cortes bovinos, a maminha agrada a paladares variados justamente por ser mais magra que a fraldinha e menos intensa em gordura que a picanha. Isso a torna uma escolha segura para qualquer mesa, inclusive para quem não é tão fã de carnes muito gordurosas.
O churrasco muda, mas o prazer fica
A popularidade da maminha mostra uma coisa interessante: os brasileiros continuam valorizando a qualidade, mas aprenderam a buscá-la em outros lugares quando o preço empurra nessa direção. O resultado é que um corte antes considerado coadjuvante ganhou protagonismo, e hoje divide a grelha de igual para igual com os clássicos.
A maminha não veio para substituir a picanha de vez, mas para lembrar que o churrasco perfeito não depende só do corte mais famoso. Às vezes, o melhor pedaço é aquele que quase ninguém notava antes.
Gostou de descobrir mais sobre esse corte? Compartilhe com aquele amigo que adora um bom churrasco e ainda não conhece a maminha!




