A nova legislação sobre remédios no supermercado entrou em vigor para ampliar o acesso à saúde. A Lei nº 15.357 permite a instalação de drogarias em centros de compras, mantendo exigências sanitárias rigorosas.
O que realmente muda com a nova lei de remédios no supermercado?
Diferente do que muitos imaginavam, a lei não permite que medicamentos fiquem expostos ao lado de alimentos em prateleiras comuns. A norma autoriza apenas que redes varejistas instalem farmácias completas e independentes dentro de suas unidades físicas.
Isso significa que a estrutura deve ser isolada, possuindo balcão de atendimento e área técnica específica. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, o objetivo é garantir que a venda ocorra sob supervisão profissional, evitando a automedicação perigosa em corredores de autoatendimento.
Quais são as proibições e autorizações da Lei 15.357/2026?
A regulamentação é clara sobre o que pode e o que não pode ser feito nos estabelecimentos comerciais. O foco central é manter o status da farmácia como um estabelecimento de saúde, independentemente de sua localização geográfica dentro de um supermercado.
Para facilitar a compreensão das novas regras de 2026, organizamos os principais pontos da legislação. Confira o que está permitido:

A presença do farmacêutico continua obrigatória no local?
Sim, a presença física de um farmacêutico habilitado é indispensável durante todo o horário de funcionamento da unidade. Durante a tramitação do PL 2.158/2023, tentou-se aprovar a assistência remota, mas a proposta foi integralmente vetada no texto final.
O profissional é responsável por orientar o uso correto dos remédios no supermercado e verificar a autenticidade das receitas. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ausência do técnico pode acarretar multas pesadas e o fechamento imediato da unidade farmacêutica interna.

Como fica a conveniência para o consumidor brasileiro?
Para o cidadão, a principal vantagem é a facilidade de acesso, especialmente em cidades menores onde a oferta de drogarias é limitada. Agora, é possível realizar as compras do mês e retirar medicamentos prescritos em um único deslocamento seguro.
Abaixo, listamos os principais benefícios práticos da nova regra. Veja como isso afeta sua rotina:
- Maior oferta de serviços farmacêuticos em bairros periféricos.
- Possibilidade de comprar medicamentos isentos de receita com mais agilidade.
- Garantia de atendimento técnico qualificado dentro do horário comercial.
- Segurança no transporte de itens controlados em embalagens invioláveis.
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O que acontece com os remédios no supermercado que precisam de receita médica?
Medicamentos de tarja vermelha ou preta continuam exigindo a retenção da prescrição original assinada por um médico. O balcão da farmácia dentro do mercado funcionará exatamente como uma drogaria de rua, respeitando os prazos de validade e as normas de controle especial.
O transporte desses itens até o caixa geral do supermercado deve ser feito em embalagens lacradas para evitar o manuseio por terceiros. Segundo a ANVISA, essa medida impede que o produto seja violado antes do pagamento final e da conferência dos dados do paciente pelo sistema.
Qual o impacto para as farmácias independentes e de rua?
A chegada dos remédios no supermercado aumenta a concorrência no setor, o que pode levar a uma queda nos preços para o consumidor final. Entretanto, as farmácias de bairro continuam sendo essenciais pela proximidade e pelo relacionamento direto com a comunidade local.
A transição do projeto original para o texto sancionado em 2026 mostra que o equilíbrio entre conveniência e segurança sanitária foi priorizado. Ao exigir que a farmácia seja completa e regulamentada, o governo garante que a modernização do comércio não comprometa a saúde pública da população brasileira.




