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O que Platão pode ter revelado sobre a localização de cidade perdida de Atlântida no deserto do Saara e surpreende pesquisadores

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
04/05/2026
Em Curiosidades
Relatos de Platão fundamentam buscas por Atlântida em estrutura no Deserto do Saara - Atlântida

Relatos de Platão fundamentam buscas por Atlântida em estrutura no Deserto do Saara

A lenda de Atlântida fascina a humanidade há milênios, mas novas teorias apontam para uma localização surpreendente: a Estrutura de Richat, na Mauritânia. Pesquisadores sugerem que o “Olho do Saara” possui semelhanças geográficas impressionantes com a capital descrita por Platão.

O que dizem os textos originais de Platão?

Nos diálogos Timeu e Crítias, escritos por volta de 360 a.C., o filósofo descreve uma civilização avançada que existiu 9.000 anos antes de sua época. A cidade principal seria formada por anéis concêntricos alternados de terra e água, uma característica visual marcante.

Platão situa a ilha “além dos Pilares de Hércules”, região hoje conhecida como o Estreito de Gibraltar. Embora a localização exata de Atlântida no oceano seja debatida, a descrição de uma planície central coincide com a topografia atual do planalto de Adrar, onde a estrutura africana está inserida.

Créditos: depositphotos.com / Elf+11
Estrutura de Richat na Mauritânia tem 100 milhões de anos e desafia tese de Atlântida datada em 9.600 a.C. – Créditos: depositphotos.com / Elf+11

Como a geologia explica o Olho do Saara?

Para a comunidade científica, o Olho do Saara é uma cúpula geológica erodida com cerca de 40 km de diâmetro. Estudos de órgãos internacionais mostram que sua origem remete ao período Cretáceo, há pelo menos 100 milhões de anos.

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A formação é composta por rochas sedimentares que foram soerguidas e depois moldadas pela erosão diferencial. Embora visualmente fascinante, a NASA classifica o local como um fenômeno geológico natural, sem evidências de que tenha sido uma ilha submersa catastroficamente.

Confira as principais coincidências citadas por pesquisadores:

  • Anéis Concêntricos: A estrutura visual de Richat é quase idêntica à descrição da capital atlante.
  • Diâmetro Central: A medida da ilha central (~5 km) aproxima-se das proporções citadas no Crítias.
  • Geografia Circundante: A presença de montanhas ao norte e uma abertura para o mar ao sul.
  • Presença de Água: Evidências de que o Saara foi verde e úmido no período correspondente à lenda.

Quem se interessa por mistérios da antiguidade e teorias sobre civilizações perdidas, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Bright Insight, que conta com mais de 5 milhões de visualizações, onde Jimmy Corsetti mostra novas evidências que ligam a lendária Atlântida à Estrutura de Richat (o Olho do Saara) na Mauritânia:

Por que a escala da cidade gera controvérsia?

Um dos maiores obstáculos para a teoria é o tamanho de Atlântida descrito por Platão, que seria “maior que a Líbia e a Ásia juntas”. A Estrutura de Richat possui dimensões de uma cidade-estado, o que exigiria uma interpretação metafórica dos textos originais.

Além disso, a cronologia de 9.600 a.C. situa a civilização no final da última Era Glacial. Pesquisadores apontam que, nessa época, o nível do mar era muito mais baixo, e mudanças climáticas drásticas poderiam ter causado inundações em áreas que hoje são desérticas.

Leia também: A estranha estrutura que transforma um animal do gelo em um dos mais curiosos do planeta

Existem vestígios arqueológicos no local?

Escavações na região de Richat encontraram ferramentas de pedra e artefatos de caçadores-coletores, mas nada que comprove uma arquitetura avançada. Não foram localizados canais artificiais, metais preciosos como o oricalco ou fundações de templos descritos com detalhes.

A falta de infraestrutura urbana sugere que, se houve ocupação, ela foi nômade ou rudimentar. Entretanto, os defensores da hipótese argumentam que uma inundação catastrófica poderia ter varrido qualquer evidência física, deixando apenas a cicatriz geológica que vemos hoje do espaço.

Compare os dados entre o mito e a realidade geográfica:

Como a Palm Jumeirah em Dubai se assemelha à estrutura de Atlântida?

A engenharia moderna parece ter buscado inspiração no passado ao criar a Palm Jumeirah, em Dubai. Assim como o relato de Platão, essa ilha artificial utiliza um design de aterro que desafia o oceano, apresentando uma estrutura radial protegida por um crescente que funciona como quebra-mar.

A semelhança é frequentemente citada por causa do resort Atlantis, The Palm, que leva o nome inspirado no mito da Atlântida. Ele fica na Palm Jumeirah, uma ilha artificial construída no mar com formato de palmeira e cortada por canais e vias navegáveis. Embora o projeto compartilhe a ideia de engenharia costeira e “terra conquistada do mar”, a estrutura não reproduz os anéis concêntricos atribuídos à Atlântida nos relatos clássicos, sendo apenas uma associação simbólica e visual entre o luxo do empreendimento e a lenda antiga.

Créditos: depositphotos.com / tampatra@hotmail.com
O mais próximo de Atlântida nos dias de hoje é construção de The Palm – Créditos: depositphotos.com / tampatra@hotmail.com

Atlântida era uma história real ou uma metáfora?

O consenso acadêmico atual tende a tratar Atlântida como um dispositivo retórico criado por Platão para ilustrar suas ideias políticas e morais. A história serviria como um alerta sobre os perigos da arrogância em uma sociedade poderosa, culminando na sua queda inevitável.

Mesmo que o Olho do Saara não seja a cidade perdida, ele permanece como um dos patrimônios geológicos mais extraordinários da Terra. A busca pela verdade continua a inspirar novas gerações a explorar os mistérios do nosso passado remoto e as transformações profundas que o planeta sofreu em 2026.

Tags: DubaigeologiahistóriamistérioPalm Jumeirah

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