Você já viu alguém preparar um chá de poejo em casa para acalmar a tosse ou aliviar cólicas do bebê? Em muitas famílias brasileiras, essa planta aromática faz parte das lembranças de infância e dos cuidados passados de geração em geração. Apesar dessa proximidade com o uso popular, é importante entender melhor como o poejo age no corpo e por que seu consumo, sobretudo em crianças pequenas, precisa ser feito com cuidado.
O que é o poejo e como essa erva atua no organismo
O poejo é uma plantinha aromática, de folhas pequenas e cheiro marcante, muito usada na medicina popular brasileira. Ele é conhecido por ter efeito levemente expectorante e digestivo, ajudando a aliviar muco respiratório e desconfortos no estômago de forma suave, quando usado em quantidades moderadas.
Entre seus componentes, estão óleos essenciais e substâncias com ação antiespasmódica leve, que podem reduzir contrações do intestino e aliviar cólicas. Justamente por isso o poejo entrou no cuidado tradicional com crianças, mas a ciência lembra que, em doses altas, alguns desses compostos podem ser tóxicos, exigindo sempre atenção.
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Como o poejo pode ajudar em tosse e catarro
No dia a dia, o chá de poejo costuma ser lembrado em casos de gripes leves, resfriados, tosse e acúmulo de catarro. Seu aroma intenso e suas substâncias voláteis podem deixar o muco mais fluido, facilitando a eliminação das secreções e trazendo sensação de alívio na garganta irritada.
O preparo geralmente é feito por infusão das folhas em água quente, consumida ainda morna, às vezes misturada a ervas como hortelã ou guaco. Porém, misturar várias plantas pode aumentar o risco de alergias e efeitos indesejados, especialmente em quem tem asma ou outras doenças respiratórias, motivo pelo qual o acompanhamento profissional é muito recomendado.
Para você que gosta de se cuidar, separamos um vídeo do canal Receitas Da Lu 🌻 com dicas para consumo e os benefícios do poejo:
Poejo é seguro para aliviar cólicas infantis
Quando o assunto é poejo para bebês, muitas famílias lembram do chá oferecido em pequenas quantidades para diminuir gases e cólicas. Porém, recém-nascidos têm o organismo imaturo e metabolizam mal alguns componentes dos óleos essenciais, o que torna a linha entre dose segura e perigosa muito estreita.
Por isso, pediatras e serviços de saúde orientam que qualquer uso de plantas medicinais em menores de dois anos seja feito com extrema cautela. Em vez de automedicar, o ideal é conversar com o profissional de saúde e priorizar medidas simples, como colo, massagens suaves na barriguinha e ajustes na rotina de alimentação.
Quais cuidados são importantes ao usar poejo no dia a dia
Mesmo sendo visto como um aliado em problemas respiratórios leves e desconfortos digestivos, o poejo não é totalmente inofensivo. Em doses altas ou em formas mais concentradas, como certos óleos essenciais, ele pode causar irritação no estômago, tonturas e outros sintomas, especialmente em gestantes, lactantes e pessoas com doenças crônicas.
- Preferir preparos leves, com poucas folhas de poejo em água quente e evitar chás muito concentrados;
- Não usar de forma contínua por muitos dias, dando pausas e observando o organismo;
- Evitar totalmente em gestantes, bebês pequenos e pessoas com doenças do fígado, salvo orientação médica;
- Interromper o uso e procurar ajuda se surgirem sintomas como falta de ar, coceira intensa, vômitos fortes ou confusão mental.
Para usar o poejo de forma mais segura, vale seguir alguns cuidados simples no cotidiano, sempre respeitando o limite do corpo e observando qualquer reação diferente após o consumo.




