A Mata Atlântica em Santa Catarina ganhou novo fôlego com a recuperação de 292 hectares, área equivalente a quase 300 campos de futebol. O projeto Mais Floresta com Araucária une restauração ambiental, sistemas agroflorestais e geração de renda local.
Onde a recuperação da Mata Atlântica está acontecendo?
O projeto restaurou 292 hectares de áreas degradadas em Urupema, Urubici, Bom Retiro e Passos Maia. Parte da recuperação ocorreu em Áreas de Preservação Permanente e na RPPN Canto do Araponga, na Serra Catarinense.
A iniciativa é financiada pelo BNDES e executada pela Fundação CERTI, com foco em reconectar fragmentos florestais e recuperar serviços ambientais essenciais, como regulação climática, conservação do solo e disponibilidade de água.

Por que a diversidade genética é tão importante?
Quando a floresta se fragmenta, ocorre perda de diversidade genética, afetando produção de frutos, madeira e resistência a mudanças climáticas. A restauração busca ampliar a variabilidade das espécies plantadas.
- Maior diversidade reduz vulnerabilidade a pragas e eventos extremos.
- Espécies variadas fortalecem polinizadores e fauna associada.
- A troca genética entre populações aumenta a resiliência do ecossistema.
Qual é o papel da araucária nessa recuperação?
A araucária foi escolhida como espécie central por ser símbolo da Floresta Ombrófila Mista. Além da relevância ecológica, ela possui valor cultural e econômico, especialmente pela produção do pinhão.
Outras espécies nativas como erva-mate, imbuia e goiabeira-serrana foram incluídas para ampliar funções ecológicas e criar novas oportunidades de renda. Diversificar espécies significa fortalecer o equilíbrio ambiental e econômico.

Como os sistemas agroflorestais entram no projeto?
Em Passos Maia, 192 hectares de Reserva Legal foram integrados a sistemas agroflorestais em assentamentos rurais. O modelo combina árvores nativas e produção agrícola, permitindo que as famílias produzam enquanto restauram a floresta.
- Árvores adubadeiras melhoram a fertilidade e protegem o solo.
- Produção diversificada possibilita venda para programas como o PNAE.
- A renda agrícola ajuda a manter a floresta em pé a longo prazo.
Qual é o impacto para agricultores e comunidades?
O projeto envolveu agricultores na coleta de sementes, plantio de mudas e cercamento das áreas recuperadas. Essa participação fortalece a cadeia produtiva e aumenta as chances de sucesso da restauração.
Ao transformar recuperação ambiental em oportunidade econômica, a iniciativa conecta conservação e sustento familiar. A floresta deixa de ser apenas paisagem e volta a funcionar como sistema vivo que gera renda e estabilidade ambiental.




