O aluguel por temporada deve pesar mais no bolso a partir de 2026. A Reforma Tributária passa a enquadrar a locação curta como serviço de hospedagem, elevando impostos e podendo gerar alta de até 44% nos preços ao consumidor.
O que muda no aluguel por temporada em 2026?
A principal alteração é o novo enquadramento como prestação de serviço de hospedagem. Antes tratado como rendimento imobiliário, o modelo passa a sofrer incidência de tributos sobre consumo, ampliando a carga fiscal para quem aluga imóveis por poucos dias.
Com isso, entram em cena o Imposto sobre Bens e Serviços e a Contribuição sobre Bens e Serviços. A tributação deixa de incidir apenas sobre o lucro e passa a alcançar a receita bruta, alterando completamente a lógica financeira da atividade.

Quais impostos passam a incidir sobre a locação?
Com a nova regra, além do Imposto de Renda, o proprietário ficará sujeito a tributos criados na reforma. A mudança amplia o peso fiscal e reduz a margem de ganho, especialmente para quem atua como pessoa física. Entre os principais impactos estão os seguintes pontos:
- IBS cobrado sobre a receita total da locação, sem abatimento de despesas operacionais.
- CBS incidindo diretamente sobre o valor recebido nas plataformas digitais.
- Manutenção do Imposto de Renda, somando-se aos novos tributos e elevando a carga total.
Por que a carga pode chegar a 44%?
Especialistas apontam que a soma de tributos pode atingir até 44% da receita bruta, principalmente para pequenos locadores. Como não há possibilidade de deduzir gastos, o percentual efetivo sobre o que entra no caixa se torna significativamente maior.
Despesas como comissão de plataformas, períodos de vacância e custos de manutenção deixam de reduzir a base de cálculo. Esse modelo impacta diretamente a rentabilidade do imóvel, tornando o negócio menos atrativo para quem possui apenas uma unidade.
Confira o vídeo compartilhado pelo especialista em finanças do canal do TikTok oprimorico falando sobre a Reforma Tributária e como isso pode afetar proprietários de imóveis em aluguel.
@oprimorico Você tem um imóvel de aluguel? Se sim, fique atento! #ThiagoNigro #Aluguel #Imovel #Airbnb #PrimoRico ♬ som original – Thiago Nigro
Como o consumidor será afetado?
A tendência é de repasse integral ou parcial do aumento ao hóspede. Casas de praia, apartamentos urbanos e chalés anunciados em aplicativos devem apresentar reajustes relevantes. O encarecimento pode alterar o comportamento de quem busca hospedagem alternativa.
Além da alta nos preços, há risco de redução na oferta. Proprietários que considerarem a atividade inviável podem migrar para contratos tradicionais, diminuindo a concorrência e pressionando ainda mais o valor final pago pelo consumidor.
O que pequenos e grandes locadores podem fazer?
O impacto não será igual para todos. Empresas estruturadas tendem a buscar estratégias para reduzir a carga fiscal, enquanto pessoas físicas enfrentam maior dificuldade de adaptação. Diante desse cenário, algumas ações práticas podem ajudar:
- Avaliar a formalização como empresa para permitir planejamento tributário mais eficiente.
- Revisar preços e simular cenários considerando a nova carga tributária antes de 2026.
- Monitorar regras do Cadastro Imobiliário Brasileiro para evitar autuações e multas.
Antecipar decisões e reorganizar a estratégia pode ser determinante para manter competitividade em um mercado que tende à profissionalização e à consolidação nos próximos anos.




