Se você vive dizendo que “mata até planta de plástico”, talvez só não tenha encontrado as espécies certas. Muitas plantas são tão resistentes, práticas e independentes que se encaixam perfeitamente na rotina corrida de quem esquece de regar, viaja muito ou está apenas começando no universo do verde dentro de casa.
Por que algumas plantas são tão resistentes?
Na natureza, certas espécies desenvolveram um verdadeiro “modo sobrevivência”, ideal para ambientes internos e para pessoas distraídas. Elas armazenam água, toleram pouca luz e aguentam bem atrasos na rega, mantendo-se firmes mesmo em condições longe do ideal.
Essas plantas costumam ter raízes grossas, folhas suculentas ou um metabolismo mais econômico, que reduz o consumo de água. Por isso, são ótimas para iniciantes, escritórios, apartamentos pequenos e para quem não consegue manter uma rotina rígida de cuidados.

Quais são os segredos da zamioculca, a “planta da fortuna”?
A zamioculca é uma das plantas resistentes mais populares dos últimos anos. Com folhas brilhantes e visual elegante, ela se adapta bem a locais com pouca luz, como corredores, salas sem janela direta e escritórios iluminados principalmente por luz artificial.
Seu grande truque está nas raízes grossas, que funcionam como reservatório natural de água. Assim, suporta longos intervalos entre regas, e o erro mais comum é justamente o excesso de água, já que prefere o substrato secando bem antes de ser molhada novamente.
Como espada-de-São-Jorge e gibóia se adaptam a qualquer canto?
A espada-de-São-Jorge é um clássico entre as plantas difíceis de matar. Suas folhas rígidas e verticais resistem a muita ou pouca luz, variações de temperatura e períodos de esquecimento na rega, sendo comum em quartos, salas e halls pouco iluminados.
A gibóia (ou pothos) também é extremamente resistente e tem um visual mais despojado, crescendo em vasos de mesa ou pendentes. Mesmo com cuidados irregulares, continua emitindo novos ramos e se adapta a diferentes níveis de luminosidade, da claridade indireta à luz filtrada.

Quais plantas cheias de água quase se cuidam sozinhas?
Cactos e suculentas são campeões de resistência e pedem poucos cuidados, desde que tenham boa luminosidade. Eles armazenam água em folhas, caules ou raízes, suportando bem longos períodos sem rega, o que os torna perfeitos para quem esquece do regador.
Para aproveitar ao máximo essa “autonomia” das plantas suculentas e dos cactos, vale seguir alguns cuidados básicos que se repetem entre eles:
- Regar pouco: espere o substrato secar completamente antes de molhar de novo.
- Boa drenagem: use vasos com furos e camada de drenagem para evitar encharcamento.
- Muita luz: prefira sol direto ou claridade intensa sempre que possível.
- Nada de água parada: evite pratos cheios d’água para não apodrecer as raízes.
- Substrato leve: misturas arenosas ajudam a escoar a água rapidamente.
Selecionamos o vídeo do canal Plantas & Harmonia em Casa que mostra quais plantas são mais seguras de ter em casa:
Como usar plantas fáceis de cuidar para transformar sua rotina?
O lírio-da-paz une beleza e praticidade, com flores brancas delicadas e folhas que “avisam” quando falta água, murchando e voltando a ficar firmes após a rega. Já o aloe vera (babosa) é resistente, armazena água, gosta de bastante luz e ainda oferece gel tradicionalmente usado em cuidados com a pele.
Essas sete plantas mostram que montar um cantinho verde não precisa ser complicado nem demorado. Comece hoje com uma espécie resistente, teste novos ambientes e combinações e sinta, na prática, como seu lar ou escritório pode ficar mais vivo agora mesmo — não espere mais para trazer esse verde para a sua rotina.



