O maior motor do mundo em operação pesa cerca de 2.300 toneladas, equivalente a seis Boeing 747 carregados. O Wärtsilä-Sulzer RT-flex96C pode consumir até 250 toneladas de combustível por dia e entrega até 108.000 cv para mover gigantes porta-contêineres por semanas sem parar.
O que torna o RT-flex96C o maior motor do planeta?
O RT-flex96C é um motor diesel marítimo de dois tempos, baixa rotação e turboalimentado, criado para navios cargueiros de grande porte. Na versão com 14 cilindros em linha, alcança até 80.080 kW, cerca de 108.000 cv, operando a apenas 102 rpm.
Projetado para funcionar com óleo combustível pesado (HFO), ele reduz o custo por tonelada transportada. Sua potência equivale aproximadamente à soma de 1.000 carros populares, sustentando rotas intercontinentais com eficiência energética elevada.

Quais são os números impressionantes desse gigante?
As dimensões do motor naval impressionam até especialistas. Na configuração máxima, ele ocupa o equivalente a um prédio de vários andares dentro do casco do navio, como mostram os dados técnicos a seguir.
- 27 m de comprimento, cerca de 13,5 m de altura e peso aproximado de 2.300 toneladas.
- 14 cilindros com 96 cm de diâmetro e curso de 2.500 mm; cada pistão mede 6 m e pesa 5,5 toneladas.
- Torque de até 7,6 milhões de N·m e potência de cerca de 6.030 kW por cilindro.
A cilindrada total varia entre aproximadamente 10.920 e 25.480 litros, com cerca de 1.820 litros por cilindro, evidenciando a escala colossal dessa máquina.
Quanto ele consome e por que ainda é eficiente?
Em plena carga, o consumo específico gira em torno de 171 g/kWh, podendo cair para 163 g/kWh na faixa ideal de operação. Com sistemas de recuperação de calor residual (WHR), o conjunto pode atingir cerca de 156 g/kWh.
Na prática, isso representa até 250 toneladas de combustível por dia. Cada ciclo injeta cerca de 160 g de combustível por pistão, mas a baixa rotação e o aproveitamento energético garantem eficiência notável no transporte marítimo.

Que tecnologias permitem tanto controle e confiabilidade?
Diferentemente da geração anterior, o modelo utiliza tecnologia common-rail eletrônica, substituindo comandos mecânicos tradicionais. Esse sistema ajusta pressão, tempo e avanço da injeção com precisão, como detalhado abaixo.
- Controle eletrônico total da injeção e das válvulas em qualquer regime de carga.
- Operação com menos fumaça e melhor desempenho em cargas parciais.
- Conformidade com MARPOL Anexo VI (IMO Tier II) para limites de emissões de NOx.
Com lubrificação contínua por injeção direta e intervalos de revisão que podem chegar a três anos, o motor combina alta confiabilidade, baixo custo por kWh e papel central na logística global que movimenta contêineres pelo planeta.

