Sabe aquele dia de calor em que você anda um pouco mais, começa a suar e, de repente, sente uma ardência chata entre as coxas? As assaduras entre as coxas são muito comuns em dias quentes, caminhadas longas, treinos e até no uso de saias, vestidos ou roupas mais justas. O atrito constante de pele com pele, somado ao suor, causa vermelhidão, ardência, coceira e até pequenas rachaduras na pele – um quadro chamado de intertrigo, que pode afetar qualquer pessoa, de qualquer biotipo.
Por que as assaduras entre as coxas aumentam tanto no calor do verão
No verão ou em dias muito abafados, a combinação de suor, fricção e roupas pouco respiráveis faz crescer os casos de assaduras entre as coxas. Quem caminha muito, pratica corrida de rua, usa saias, vestidos ou bermudas curtas costuma perceber o problema com maior frequência.
A pele da parte interna das coxas é mais fina e sensível e, quando fica úmida por muito tempo, fica mais vulnerável a irritações e microlesões. Além do incômodo para andar, essas assaduras podem facilitar infecções por fungos e bactérias, tornando o cuidado com a região uma questão de conforto e também de saúde.
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Por que o talco nem sempre é a melhor escolha para as coxas
Durante muito tempo, o talco foi visto como solução rápida para esse desconforto por dar sensação de pele seca. Na prática, porém, em ambientes quentes e úmidos, o talco em contato com o suor tende a formar pequenos grumos que ficam “raspando” a cada passo, irritando ainda mais a pele.
Como é um pó seco, o talco não acompanha bem o movimento do corpo e sai justamente das áreas de maior atrito, deixando pele contra pele de novo. Em algumas pessoas, o acúmulo de talco com suor pode até obstruir poros, causar mau odor e aumentar a sensação de desconforto ao longo do dia.
- Principais limitações do talco em assaduras entre as coxas
- Forma grumos em contato com o suor.
- Pode aumentar a sensação de raspagem a cada passo.
- Não mantém uma barreira uniforme por muito tempo.
- Não ajuda na recuperação da barreira natural da pele.
Como as pomadas com niacinamida protegem e acalmam a pele
As pomadas com niacinamida vêm ganhando espaço porque criam uma espécie de barreira invisível entre as coxas, reduzindo o contato direto de pele com pele. Elas formam um filme fino, flexível e quase imperceptível, que diminui o atrito a cada movimento e ajuda a aliviar a sensação de ardência.
A niacinamida, também conhecida como vitamina B3, é usada há anos em produtos de pele por ajudar a fortalecer a barreira cutânea, reduzir vermelhidão e sensibilidade. Em fórmulas para atrito, costuma vir combinada com ativos calmantes e hidratantes, deixando a pele mais macia, menos áspera e menos propensa a novas assaduras.
- Benefícios comuns das pomadas com niacinamida nas assaduras entre as coxas
- Formam uma película protetora discreta e duradoura.
- Ajudam a reduzir vermelhidão, ardência e coceira.
- Fortalecem a barreira natural da pele ao longo do uso.
- Podem ser reaplicadas durante o dia, conforme orientação profissional.
Para você que gosta de dicas, separamos um vídeo do canal Cinderela de Mentira com dicas para evitar as assaduras e manchas que vem com elas:
Quais cuidados simples ajudam a prevenir assaduras entre as coxas
Além das pomadas com niacinamida, alguns hábitos do dia a dia fazem muita diferença na prevenção. Roupas leves, soltinhas e de tecidos mais respiráveis ajudam a reduzir o atrito e permitem que o suor evapore melhor. Já peças muito apertadas ou muito sintéticas tendem a esquentar e deixar a região úmida por mais tempo.
Depois do banho, vale secar bem a pele, especialmente nas dobras e onde há contato de pele com pele, antes de aplicar qualquer produto. Em dias muito quentes ou treinos longos, carregar a pomada na bolsa para reaplicar pode evitar que a irritação avance. Se as assaduras forem frequentes, muito doloridas, tiverem feridas abertas ou cheiro forte, é importante procurar um médico para avaliar a necessidade de um tratamento específico.




