A retração recente nas vendas do varejo alimentar está redesenhando o mapa de supermercados na Argentina, em um contexto de queda do consumo, readequação de operações e impacto direto sobre emprego e renda em diversas regiões do país.
Queda do consumo afeta o varejo alimentar argentino
A queda do consumo, com famílias comprando menos e priorizando itens básicos, vem pressionando as grandes redes e atacarejos. Em 2025, mesmo após breves meses de recuperação, os dados oficiais voltaram a mostrar recuos sucessivos nas vendas.
Com margens comprimidas e lojas de grande porte ociosas, empresas passaram a fechar unidades, enxugar quadros e concentrar esforços em pontos mais rentáveis. Sindicatos e especialistas acompanham de perto os impactos sobre o emprego e a atividade econômica local.

Como a retração das vendas muda o mapa dos supermercados
A redução do consumo e o fechamento de lojas vêm reconfigurando gradualmente o varejo alimentar argentino. Regiões que antes contavam com várias grandes redes agora dependem mais de mercados de bairro, mercearias locais e atacarejos mais distantes.
Essa redistribuição da oferta altera rotinas de compra, tempo de deslocamento e dinâmica de preços, já que a concorrência tende a diminuir em algumas localidades. Em resposta, empresas buscam modelos mais leves e flexíveis para seguir operando.
Yaguar, Caromar e outros exemplos do ajuste em atacarejos
Entre os casos mais emblemáticos estão os atacarejos Yaguar e Caromar, que adotaram planos de fechamento de unidades e reestruturação. No Yaguar, o encerramento de uma filial afetou dezenas de trabalhadores, em meio a queda da demanda e dificuldades logísticas.
O Caromar iniciou um processo de ajuste com o fechamento de lojas em diferentes cidades, reduzindo sua presença em praças estratégicas. Internamente, há avaliação constante de unidades com desempenho fraco, o que indica continuidade do movimento de retração.
- Fatores citados pelas empresas: queda nas vendas, custos de aluguel elevados e logística complicada.
- Consequências imediatas: demissões, concentração de operações e busca por formatos menores e mais eficientes.
- Reação dos sindicatos: negociações para preservar empregos e reabrir o diálogo sobre condições de trabalho.

Quais estratégias ajudam a adaptar o varejo ao novo consumo
Para enfrentar esse ambiente desafiador, redes de supermercados e atacarejos apostam em eficiência operacional e formatos mais compactos. Mercados de bairro, unidades menores e modelos híbridos ganham espaço pela agilidade e menor custo fixo.
Nesse contexto, algumas ações despontam como fundamentais para manter competitividade e evitar prejuízos maiores, combinando cortes de custos, renegociação de contratos e uso de tecnologia.
- Rever o desempenho de cada loja, avaliando vendas, custos fixos e potencial de mercado.
- Negociar com proprietários de imóveis e fornecedores para aliviar despesas e alongar prazos.
- Testar formatos de loja menores, especializados e com sortimento enxuto.
- Investir em canais digitais, delivery e retirada em loja, quando possível.
Quais são as perspectivas e decisões urgentes para 2026
As projeções para 2026 seguem condicionadas à renda da população e ao comportamento da inflação, mantendo o setor em alerta máximo. Enquanto não houver sinais consistentes de retomada do consumo, a prioridade será consolidar operações já existentes e evitar expansões arriscadas.
Este é o momento de decisão: empresas que adiarem ajustes estratégicos correm o risco de ficar para trás em um mercado mais enxuto e competitivo. Agir agora, com cortes cirúrgicos, inovação em formatos e foco no cliente, é crucial para chegar a 2026 não apenas sobrevivendo, mas em posição de liderança.




