O sistema criado por David Kibbe, explicado no vídeo da Pat Domingu, revolucionou a forma como entendemos a imagem pessoal ao fugir dos rótulos de corpo “pera” ou “ampulheta”. A lógica aqui é o equilíbrio entre o Yin (traços femininos, suaves e arredondados) e o Yang (traços masculinos, angulares e alongados) para definir seu ID de estilo.
Como funcionam as 5 famílias principais do sistema?
As famílias dividem as mulheres desde o extremo Yang, que é focado em linhas verticais e estrutura, até o extremo Yin, que valoriza a delicadeza e as curvas. No meio disso, temos tipos que misturam essas energias de forma equilibrada ou de forma contrastante, como é o caso das Gamines.
Veja abaixo as características marcantes de cada grupo para identificar sua base:
Qual a diferença entre o estilo Dramático e o Romântico?
A Dramática pura é o arquétipo da “Regal Lady”, onde o foco total é na verticalidade; roupas longas e tecidos rígidos como alfaiataria ficam impecáveis nela. Já a Romântica pura é a “Encantadora”, que precisa de tecidos fluidos e estampas arredondadas para não sufocar sua silhueta delicada.
Se você tem curvas, mas seus ossos são grandes e largos, você pode ser uma Dramática suave ou uma Natural suave. O segredo está em observar se o que chama mais atenção no seu corpo é a estrutura óssea ou a carne (curvatura), ajustando o caimento das peças para cada caso.
Por que o tipo Gamine é considerado “misturado”?
As Gamines são fascinantes porque misturam o corpo pequeno (Yin) com traços faciais ou ombros angulares (Yang). Elas não são equilibradas como as Clássicas, mas sim uma colcha de retalhos de características opostas, o que pede um estilo dinâmico e quebrado.
Para esse grupo, o que funciona melhor são as seguintes escolhas:
- Cores contrastantes em uma mesma produção para quebrar a linha visual;
- Golas altas e detalhes pequenos que acompanham a escala petite;
- Cabelos curtos ou com cortes bem estilizados;
- Uso de linhas curtas e tecidos com texturas interessantes.

Leia mais: Como tirar chiclete da roupa: técnicas simples e eficientes
Como usar o sistema Kibbe para economizar no shopping?
Ao descobrir se você é uma Natural extravagante ou uma Clássica suave, você para de comprar roupas que ficam lindas no cabide, mas “estranhas” no seu corpo. Você passa a buscar o caimento ideal, sabendo exatamente se precisa marcar a cintura ou se deve deixar o tecido cair solto pelos ombros.
Esse autoconhecimento evita o acúmulo de peças que você nunca usa e te ajuda a montar um guarda-roupa inteligente. O objetivo final é criar uma assinatura de estilo que seja coerente com quem você é, sem precisar ser escrava das tendências passageiras da moda.
No vídeo a seguir, da Patty Domingues, é explicado como o sistema Kibbe ajuda a fortalecer sua imagem pessoal e proteger sua autoestima.
Onde começar sua jornada de autoconhecimento visual?
Descobrir sua identidade visual através das linhas do seu corpo é o caminho mais curto para ganhar confiança e montar um guarda-roupa que realmente funciona para você.
O primeiro passo é tirar fotos do seu corpo com roupas justas e analisar sua linha vertical e seus ombros em relação ao quadril. Consultar os arquétipos, como a “Diva Chique” ou a “Lady Sofisticada”, ajuda a visualizar como essas linhas se traduzem em roupas reais do dia a dia.
Lembre-se que o sistema Kibbe não é uma prisão, mas uma ferramenta para te dar liberdade de escolha. Quando você entende as suas proporções, fica muito mais fácil decidir quando quer seguir as regras para brilhar ou quando quer as quebrar com intenção e personalidade.




