Se você já estava deitado no sofá e, de repente, seu gato subiu no seu colo e começou a “amassar pãozinho”, sabe como essa cena é comum e curiosa. Esse gesto fofo, com movimento ritmado das patinhas em algo macio, vai muito além de um simples costume: ele tem origem na fase de filhote e pode até indicar momentos de grande bem-estar, com liberação de endorfinas no organismo do gato.
O que é o “amassar pãozinho” em gatos e quando ele acontece
A expressão “amassar pãozinho” descreve o ato de o gato pressionar alternadamente as patas dianteiras sobre uma superfície macia, como se estivesse massageando a área. Também pode ser chamado de “pisar” ou “amassar pão”, mas sempre se refere a esse mesmo movimento calmo e repetitivo.
É muito comum ver o gato amassando quando está prestes a dormir, ao deitar perto de alguém de confiança ou sobre cobertores e almofadas favoritas. Em geral, esse comportamento vem acompanhado de ronronar, olhos semicerrados e corpo relaxado, mostrando que o animal está confortável e se sente seguro.
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Por que os gatos mantêm esse reflexo de filhote na vida adulta
Logo nos primeiros dias de vida, os filhotes amassam a região das mamas da mãe para estimular a saída do leite. Esse reflexo é essencial para garantir a amamentação e, por isso, fica muito marcado como um gesto de aconchego e sobrevivência.
Na vida adulta, o “amassar pãozinho” é visto como uma continuação desse padrão, ligado à memória de segurança, calor e cuidado materno. Como os gatos domésticos recebem abrigo, comida e carinho constantes, muitos mantêm esse comportamento juvenil, usando-o como uma forma de buscar conforto emocional.
Como o “amassar pãozinho” também ajuda na marcação de território
Além de ser um gesto de aconchego, o movimento das patinhas também tem função de comunicação. Nas patas dos gatos existem glândulas que liberam cheiros imperceptíveis para nós, mas muito importantes para eles.
Quando o gato amassa um cobertor, um sofá ou até o colo do tutor, ele está deixando esse “recado químico”: aqui é um lugar seguro, faz parte do meu território. Assim, o amassar pãozinho mistura lembranças de maternidade, sensação de segurança e um jeitinho delicado de marcar o ambiente.
Como o “amassar pãozinho” se relaciona com a liberação de endorfinas
Especialistas em comportamento felino explicam que atividades repetitivas e prazerosas, como ronronar, se lamber e “amassar”, podem estimular a liberação de endorfinas, substâncias naturais do corpo que trazem relaxamento e bem-estar. É como se o gato entrasse em um “modo zen” particular.
Quando ele está em um ambiente calmo, fazendo o movimento de forma ritmada e sem sinais de medo, o corpo tende a reduzir a tensão. Isso ativa áreas cerebrais ligadas à recompensa, contribuindo para esse famoso “pico de endorfina” que ajuda o gato a se sentir ainda mais tranquilo e satisfeito.
- O movimento repetitivo ajuda a diminuir a agitação.
- Um lugar macio e seguro aumenta a sensação de conforto.
- O ronronar junto ao gesto reforça o estado de relaxamento.
Para você que gosta de gatos, separamos um vídeo do canal PeritoAnimal com a respsota e curiosidade do porque gatos amassam pãozinhos:
Quais sinais mostram que o gato está relaxado ao amassar pãozinho
Observar o conjunto do corpo do gato é a melhor forma de entender se ele está mesmo curtindo o momento. Pequenos detalhes na postura e na expressão ajudam a interpretar melhor o que está acontecendo.
- Postura do corpo: músculos soltos, tronco relaxado e cauda em posição neutra.
- Expressão facial: olhos semicerrados, piscadas lentas e bigodes sem tensão.
- Som: ronronar suave e contínuo ou intermitente.
- Contexto: escolha de locais macios, quentes e familiares.
Como lidar com o hábito de amassar pãozinho no dia a dia do gato
No cotidiano, o “amassar pãozinho” aparece em cobertas, travesseiros e até em cima das pessoas, o que pode incomodar quando as unhas estão grandes. Mesmo assim, não é indicado desencorajar o comportamento, já que ele está ligado ao equilíbrio emocional e à sensação de segurança do gato.
O ideal é tornar esse hábito confortável para todos: manter as unhas aparadas com ajuda de um profissional, oferecer mantas e caminhas macias em pontos estratégicos da casa e evitar interromper bruscamente o gesto quando possível. Se o amassar vier acompanhado de miados insistentes, agitação ou outros sinais de ansiedade, vale conversar com um veterinário para avaliar se há algo além do simples ritual de conforto.




