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Com 46 mil túneis escavados ao longo de três milênios, o Irã levou água ao deserto usando apenas a gravidade, mas hoje enfrenta crise hídrica crescente

Gabriel Martins Por Gabriel Martins
16/02/2026
Em Curiosidades
Com 46 mil túneis escavados ao longo de três milênios, o Irã levou água ao deserto usando apenas a gravidade, mas hoje enfrenta crise hídrica crescente

O sistema de qanats permitiu a sobrevivência humana em desertos iranianos por três milênios

Com cerca de 46 mil qanats escavados manualmente ao longo de três milênios e até 350 mil km de galerias movidas apenas pela gravidade, o Irã transformou o deserto em território produtivo. Hoje, porém, enfrenta uma crise hídrica agravada pela superexploração moderna.

Como os qanats transformaram o deserto em área habitável?

Em regiões com menos de 50 mm de chuva por ano e ausência de rios permanentes, o sistema de qanats captava água subterrânea em áreas elevadas e a conduzia até povoados e plantações sem uso de bombas.

A lógica era simples e eficiente: respeitar a recarga natural do aquífero. A água fluía por diferença de altitude, reduzindo evaporação e garantindo abastecimento contínuo por séculos em cidades e zonas agrícolas.

Com 46 mil túneis escavados ao longo de três milênios, o Irã levou água ao deserto usando apenas a gravidade, mas hoje enfrenta crise hídrica crescente
Galerias subterrâneas conduziam água por gravidade reduzindo a evaporação em regiões áridas extremas

Qual era a base técnica desse sistema subterrâneo?

A construção começava com o poço-mãe, que podia ultrapassar 300 metros de profundidade, como em Gonabad. A partir dele, escavava-se um túnel horizontal com inclinação precisa, evitando erosão ou estagnação da água, como detalhado abaixo.

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  • Inclinação controlada: variava entre 1:500 e 1:2.500 para manter fluxo estável.
  • Poços de ventilação: abertos a cada 20 a 50 metros para manutenção e retirada de sedimentos.
  • Trabalho especializado: executado por muqanis, profissionais que herdavam técnicas ao longo de gerações.

Qual foi a escala e o impacto dessa engenharia milenar?

As estimativas indicam que o comprimento total das galerias ultrapassa 250 mil km, podendo chegar a 350 mil km. O qanat de Gonabad, construído entre 700 e 500 a.C., possui cerca de 33 km e segue ativo após 2.700 anos.

Outros sistemas, como o Zarch Qanat em Yazd, com aproximadamente 71 km, demonstram a amplitude da rede. Tecnologias semelhantes se espalharam por mais de 34 países, consolidando o modelo como referência global em regiões áridas.

Com 46 mil túneis escavados ao longo de três milênios, o Irã levou água ao deserto usando apenas a gravidade, mas hoje enfrenta crise hídrica crescente
Redes extensas de engenharia antiga alcançaram centenas de milhares de quilômetros de galerias

O que provocou a ruptura do equilíbrio hídrico?

A partir da década de 1960, a expansão de poços profundos e barragens impulsionados por bombas elétricas alterou a dinâmica tradicional. A extração passou a superar a reposição natural, rompendo o princípio autorregulado do sistema ancestral.

  • Superexploração dos aquíferos: redução do fluxo em muitos qanats históricos.
  • Abandono de estruturas: perda de manutenção e diminuição da eficiência hídrica.
  • Impactos visíveis: secas prolongadas e colapsos ambientais, como a situação do Lago Urmia.

Qual é o desafio atual entre tradição e tecnologia?

Em 2016, 11 sistemas foram reconhecidos como Patrimônio Mundial pela UNESCO, evidenciando seu valor técnico e cultural. Porém, o reconhecimento não resolve a falta de manutenção nem a fragmentação da gestão comunitária.

A crise atual expõe um dilema estratégico: combinar infraestrutura moderna com limites naturais de extração. A história dos qanats mostra que eficiência sem governança de longo prazo pode comprometer justamente o recurso que sustenta civilizações.

Tags: desertoIrãqanatssistema subterrâneo

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