Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Antes do celular, era ele quem salvava: a ascensão e a queda do orelhão no Brasil

André Rangel  Por André Rangel 
14/02/2026
Em Curiosidades, Notícias
Orelhão marcou gerações ao democratizar a telefonia no Brasil

Orelhão marcou gerações ao democratizar a telefonia no Brasil

Durante décadas, atravessar uma rua no Brasil quase sempre significava encontrar um orelhão pelo caminho. Em frente a padarias, repartições públicas, praças e rodoviárias, ele era ponto de recado, lugar de desabafo, palco de confusões e, para muita gente, a única ponte com quem morava longe. A história desse telefone público mistura inovação, improviso e situações curiosas que ajudam a entender como o país se conectava antes da era do smartphone.

Como o telefone deixou de ser luxo para virar orelhão de esquina

No começo do século XX, ter uma linha fixa em casa era sinônimo de status. A instalação era cara, demorada e a rede atendia poucos privilegiados, enquanto a maioria dependia de recados, bilhetes ou visitas para resolver qualquer urgência.

Com o tempo, surgiram telefones “compartilhados” em bares, padarias e farmácias, pagos no balcão. Eles ajudavam bastante, mas só funcionavam no horário comercial, o que deixava muita gente sem opção à noite, de madrugada ou em feriados prolongados.

Orelhão marcou gerações ao democratizar a telefonia no Brasil
Orelhão marcou gerações ao democratizar a telefonia no Brasil

Por que as primeiras cabines públicas fracassaram nas cidades brasileiras

Antes do formato clássico, houve uma fase de testes. Em 1971, São Paulo recebeu cabines fechadas de fibra de vidro e acrílico, inspiradas na Europa. A proposta era oferecer conforto acústico e privacidade, mas o calor brasileiro transformava o interior em uma espécie de estufa.

LeiaTambém

Adeus capas para celular vira tendência em 2026

Adeus capas para celular: tendência cresce com smartphones mais resistentes e design premium

13/02/2026
A virada mais polêmica dos jogos de azar no Brasil

Caça-níqueis no Brasil: o esquema clandestino que resiste às operações policiais

12/02/2026
Mudança de horário em 2026 afeta viagens e trabalho

Atenção ao relógio: país adota o horário de verão em 2026; veja o que você precisa saber

09/02/2026
Quer viajar por até 4 dias gastando pouco? Esses destinos nacionais valem a pena

Quer viajar por até 4 dias gastando pouco? Esses destinos nacionais valem a pena

08/02/2026

Além do desconforto térmico, as cabines ocupavam muito espaço nas calçadas, atrapalhando o fluxo de pedestres. A experiência mostrou que o país precisava de um projeto próprio, pensado para o clima tropical, para ruas cheias e para uso intenso ao ar livre.

Como Chu Ming Silveira criou o desenho marcante do orelhão

A responsabilidade pelo novo modelo ficou com a arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, que criou duas versões: uma menor para interiores e outra robusta para as ruas. A peça de rua, que ficou conhecida como orelhão, tinha uma concha curva de fibra de vidro, resistente e relativamente leve para produção em massa.

A forma ovalada reduzia o barulho, protegia do sol e da chuva e ocupava pouco espaço, enquanto as cores chamativas facilitavam achar o aparelho à distância. Embora o nome oficial fosse Tulipa, o apelido popular pegou e se espalhou com a expansão do sistema nacional de telecomunicações.

Como funcionavam as fichas, cartões e gírias ligadas ao orelhão

O sistema de pagamento foi um dos pontos mais particulares do orelhão. Em vez de moedas comuns, adotaram-se fichas metálicas próprias, que funcionavam como unidades de tempo de ligação, solução prática em um período de inflação alta e valores instáveis.

Quando a ficha era inserida, a chamada só completava após ela cair no mecanismo, originando a expressão “caiu a ficha” para indicar entendimento súbito. Mais tarde, vieram os cartões telefônicos pré-pagos, recarregáveis e ilustrados, que alimentaram um mercado de colecionadores, com temas que iam de futebol a paisagens turísticas:

  • Cartões comemorativos de eventos esportivos e culturais.
  • Séries limitadas com cidades e pontos turísticos brasileiros.
  • Modelos promocionais de empresas e campanhas publicitárias.
  • Itens raros disputados em feiras e grupos de colecionadores.

Selecionamos o vídeo do Canal 90 que faz sucesso no YouTube com seus vídeos incríveis:

Qual é o legado dos orelhões e por que revisitá-los agora

Com a popularização dos celulares pré-pagos nos anos 2000, o hábito de atravessar a rua para telefonar entrou em queda livre. Em grandes capitais, como São Paulo, a remoção gradual dos orelhões já faz parte do planejamento urbano, com desligamento definitivo previsto em alguns locais a partir de 2026.

Mesmo desaparecendo das calçadas, o orelhão deixou um legado forte: democratizou a telefonia, criou uma cultura em torno de fichas e cartões e virou cenário de histórias marcantes de esquina. Se você quer resgatar essas memórias antes que sumam de vez, comece hoje: procure fotos antigas, guarde fichas e cartões que encontrar e registre relatos de quem viveu essa era – cada objeto ou lembrança pode ser a última conexão viva com um Brasil que já não existe mais.

Tags: BrasilOrelhãosmartphonetelefonia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.