Falha de memória em jovens virou uma queixa frequente em consultórios e salas de aula, mas o problema real raramente é uma doença neurológica grave. Na verdade, essa sensação de esquecimento constante está ligada à forma como o cérebro lida com o excesso de telas e estímulos.
O que causa a percepção de memória ruim nos estudantes?
Embora cerca de 90% dos jovens entre 15 e 25 anos reclamem de esquecimentos, a medicina mostra que essa faixa etária é o auge da capacidade cognitiva. O que acontece não é um defeito físico no cérebro, mas sim uma dificuldade severa de manter o foco em uma única tarefa por vez.
A atenção fragmentada impede que a informação seja gravada, criando a ilusão de que o arquivo “sumiu”, quando na verdade ele nunca foi devidamente salvo. Sem concentração total, o cérebro descarta os dados por considerar que eles não possuem relevância imediata para o indivíduo.

Como o uso do celular atrapalha a nossa concentração?
O smartphone funciona como um interruptor constante do raciocínio, já que as notificações quebram a sequência lógica do pensamento a todo momento. Mesmo que você não responda a mensagem na hora, o simples brilho da tela já cria uma pendência mental que divide sua energia.
Além disso, o hábito de consumir vídeos em velocidade 2x ou rolar o feed sem parar acostuma o cérebro a estímulos ultra velozes. Isso torna qualquer atividade comum, como ler um livro ou assistir a uma aula, algo tediante e difícil de processar para a memória de curto prazo.
Quais são os principais sinais de que o foco está prejudicado?
Abaixo listamos alguns comportamentos típicos que mostram quando o excesso de informação está sobrecarregando sua mente e prejudicando seu aprendizado diário:
- Irritação e ansiedade ao ficar longe do aparelho celular ou sem internet.
- Dificuldade de lembrar o que acabou de ler em uma página de estudo.
- Sensação de perda de tempo após passar horas em redes sociais.
- Necessidade de acelerar áudios e vídeos para não perder o interesse.
Existe diferença entre esquecimento real e falta de atenção?
Sim, e essa distinção é fundamental para entender o fenômeno atual entre os mais novos. A falha de atenção ocorre no momento da entrada do dado, enquanto o esquecimento real seria a perda de algo já consolidado na mente.
Confira na tabela abaixo como os hábitos digitais influenciam o comportamento e a saúde mental das gerações atuais:
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Como melhorar a memória sem abandonar a tecnologia?
Estabelecer limites para os estímulos digitais e praticar o foco em uma única tarefa é o segredo para recuperar sua capacidade de aprendizado e manter a mente saudável. No vídeo a seguir, do canal Drauzio Varella, é explicado como lidar com a falha de memória em jovens ajuda a fortalecer o organismo e proteger sua saúde.
A solução não é se isolar do mundo digital, mas sim estabelecer limites claros para o uso das ferramentas. O cérebro precisa de momentos de pausa e tédio para organizar as informações e transformar o aprendizado em memória de longo prazo.
Priorizar uma tarefa por vez e desligar alertas visuais durante o estudo ajuda a fortalecer a inteligência e a capacidade de retenção. Ter um uso consciente das redes evita que a mente fique exausta e garante que o jovem consiga utilizar todo o seu potencial cognitivo natural.




