Um empréstimo de imóvel para amiga virou batalha judicial e prejuízo milionário. A dona de um apartamento enfrentou ocupação sem aluguel, contas acumuladas e danos graves antes de conseguir o despejo e retomar a posse após dois anos.
Como um empréstimo de apartamento virou ocupação ilegal?
A proprietária do apartamento cedeu o imóvel de forma temporária para ajudar uma amiga em dificuldade. Sem contrato formal de aluguel, a ocupação continuou sem pagamentos e depois evoluiu para recusa de saída, gerando disputa judicial prolongada.
O caso ocorreu em Parque Patricios e durou cerca de dois anos. O que seria uma ajuda emergencial virou permanência indevida, com uso gratuito do imóvel e ausência de repasses de taxas, serviços básicos e encargos do condomínio.

Quais dívidas e prejuízos se acumularam no período?
Durante a permanência irregular, surgiram dívidas mensais elevadas e custos paralelos para a dona. Sem poder usar o próprio bem, ela precisou morar de aluguel e manter obrigações do imóvel ocupado, como mostrado nos principais impactos a seguir.
- Aluguel de outro imóvel pago pela proprietária por cerca de 24 meses consecutivos.
- Taxas de condomínio e serviços como luz, gás e água sem reembolso da ocupante.
- Parcelas de financiamento habitacional mantidas para não perder benefício vinculado.
Que estratégia foi usada para tentar evitar o despejo?
Segundo o advogado da proprietária, a ocupante apresentou em juízo a alegação de contrato de aluguel inexistente. Transferências ligadas a despesas do prédio foram exibidas como se fossem pagamento mensal de locação formal.
O tribunal rejeitou a tese após analisar os comprovantes e a natureza dos valores. A manobra jurídica atrasou o processo, mas não foi suficiente para validar vínculo locatício nem impedir a ordem final de despejo.

Em que estado o imóvel foi devolvido após a ação?
Quando houve a retomada da posse, o apartamento apresentava sujeira acumulada e danos estruturais. Vídeos divulgados pelo representante legal mostraram deterioração relevante, indicando necessidade de reforma antes de novo uso ou locação.
- Ambientes danificados com desgaste acima do uso normal residencial.
- Acúmulo de sujeira e necessidade de limpeza pesada imediata.
- Reforma obrigatória para recuperar condições mínimas de moradia.
O que esse caso ensina sobre emprestar um imóvel?
O episódio mostra o risco de ceder imóvel sem contrato, mesmo para pessoas próximas. A ausência de cláusulas claras facilita conflitos, amplia prejuízos e torna a recuperação da posse mais lenta e custosa no Judiciário.
Formalizar condições, registrar prazos e definir responsabilidades financeiras transforma solidariedade em acordo seguro, porque boa intenção sem proteção legal pode terminar em disputa longa e perda financeira severa.




