As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte no Brasil, e há claros indícios de que Homens correm um risco maior de infarto a partir dos 35 anos em comparação com as mulheres. De acordo com um estudo publicado no Journal of the American Heart Association, homens e mulheres compartilham riscos cardiovasculares semelhantes até o início da vida adulta; após essa fase, as complicações cardíacas tendem a progredir mais rapidamente entre os homens, com impacto importante na incidência de infarto e morte súbita.
Diferença de risco cardiovascular entre homens e mulheres?
A diferença de risco de doenças cardiovasculares entre os gêneros se torna evidente quando a incidência de doenças como a doença arterial coronariana é analisada. Nos homens, a ocorrência dessas doenças é antecipada em aproximadamente sete anos, em comparação com as mulheres, o que antecipa também eventos graves como o infarto.
Esse cenário é ainda mais acentuado quando se considera especificamente o infarto, principal causa de morte por doenças cardíacas nos homens. Fatores como estilo de vida, acesso aos serviços de saúde e controle de comorbidades influenciam diretamente essa disparidade entre os sexos. Veja na tabela a seguir:
❤️ Diferenças de risco cardiovascular entre homens e mulheres
| Fator | Descrição |
|---|---|
| 👩⚕️ Especialista | A cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, explica as razões das diferenças entre os sexos. |
| 💫 Diferenças hormonais e biológicas | Antes da menopausa, os hormônios femininos exercem efeito protetor, fazendo com que as mulheres tenham eventos cardiovasculares mais tardiamente. |
| 🧬 Metabolismo e hábitos | O metabolismo do colesterol e a menor frequência de consultas médicas entre os homens favorecem diagnósticos mais tardios. |
| ⚠️ Fatores de risco adicionais | Pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo e obesidade aumentam o risco cardiovascular e aceleram a aterosclerose. |
💡 Dica: consultas médicas regulares e hábitos saudáveis são fundamentais para reduzir o risco de doenças cardiovasculares em ambos os sexos.
Motivos da maior vulnerabilidade masculina ao infarto?
A cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, esclarece que diferenças hormonais, biológicas e metabólicas podem explicar a maior vulnerabilidade masculina. Antes da menopausa, o efeito protetor dos hormônios femininos também contribui para que as mulheres tenham eventos cardiovasculares mais tardiamente.
O metabolismo do colesterol e a menor frequência de consultas médicas entre os homens contribuem para diagnósticos tardios, um fator de risco significativo. Isso se soma a condições como pressão arterial elevada, colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo e obesidade, que ampliam o risco cardiovascular e aceleram o desenvolvimento da aterosclerose.

Principais sintomas de infarto e como reconhecê-los?
Os sinais clássicos de infarto incluem dor ou desconforto no peito, mas esse não é o único sintoma. Falta de ar, cansaço extremo, suor frio, náuseas, tontura e dor que podem irradiar para o braço, costas, pescoço ou mandíbula também são manifestações que exigem atenção imediata.
Em casos envolvendo mulheres, idosos e diabéticos, os sinais podem ser mais sutis e variados, como palidez, mal-estar inespecífico ou desmaios, tornando o reconhecimento dos sintomas mais desafiador. Nesses grupos, qualquer piora súbita do estado geral deve ser valorizada e investigada rapidamente.
Medidas eficazes para prevenir doenças cardiovasculares?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, muitas das mortes relacionadas a doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas com cuidados preventivos adequados e acompanhamento regular. Isso envolve a identificação precoce dos sintomas, a implementação de medidas terapêuticas e o controle rígido de fatores de risco como pressão, colesterol e glicemia.
A adoção de hábitos de vida saudáveis é fundamental para reduzir o risco de infarto e outras complicações cardíacas. Entre as principais medidas preventivas recomendadas por especialistas, destacam-se:
- Manter alimentação equilibrada, com redução de sal, gorduras saturadas e ultraprocessados.
- Praticar exercícios físicos regularmente, conforme orientação profissional.
- Evitar o tabagismo e reduzir o consumo de álcool.
- Controlar peso, pressão arterial, colesterol e diabetes com acompanhamento médico.
Impacto das doenças cardiovasculares na população?
A doença cardiovascular, além de ser uma das principais causas de morte, implica grande impacto econômico e social devido aos custos de tratamento e à ausência no trabalho. Internações frequentes, reabilitação prolongada e aposentadorias precoces aumentam o ônus para famílias e sistemas de saúde.
A redução dos fatores de risco a partir de mudanças no estilo de vida e o monitoramento contínuo da saúde cardiovascular melhoram a qualidade de vida e reduzem significativamente o risco de complicações graves. Assim, embora os homens apresentem risco mais acentuado após os 35 anos, a conscientização e a prevenção podem equilibrar esse cenário entre os gêneros.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271




