A antiga Carteira de Trabalho em papel, muitas vezes já amarelada pelo tempo, ainda pode ser decisiva para aumentar a renda de aposentados do INSS, pois serve como prova de vínculos e salários que não aparecem corretamente no sistema digital e, em muitos casos, permite a revisão e o recálculo do benefício.
O que é a carteira de trabalho antiga em papel amarelo do INSS
O “papel amarelo” é a antiga Carteira de Trabalho física, emitida em papel especial que envelhece com o tempo. Nela constam admissões, demissões, funções, salários e demais anotações sobre o contrato de trabalho.
Para muitos segurados, essa carteira é a única prova confiável de empregos anteriores à informatização, especialmente antes da década de 1990. Sem esses dados no CNIS, o INSS calcula a aposentadoria com menos contribuições e com valor reduzido.

Como a carteira de trabalho antiga pode aumentar a aposentadoria
O valor da aposentadoria é calculado com base na média dos salários de contribuição a partir de julho de 1994, devidamente atualizados. Se vínculos ou salários mais altos dessa época não constam no CNIS, a média fica menor, e a apresentação da carteira física pode corrigir essa falha.
Além da CTPS em papel, PPPs e laudos de atividades especiais permitem converter tempo especial em tempo comum com multiplicadores, aumentando o tempo total e, em alguns casos, elevando o benefício a quase o dobro do valor originalmente concedido.
Quais cuidados tomar ao usar a carteira antiga em revisões
Quem pretende usar o “papel amarelo” para revisar a aposentadoria precisa organizar bem os documentos e seguir o procedimento pelo Meu INSS. A prova deve ser clara, coerente e, se possível, reforçada por outros registros trabalhistas.
Para facilitar esse processo, vale seguir alguns cuidados básicos ao preparar a documentação para o pedido de revisão:
- Organizar a carteira por ordem cronológica, com datas de admissão e saída destacadas.
- Digitalizar as páginas com boa resolução, sem cortes, sombras ou borrões.
- Conferir se os dados batem com o que aparece, mesmo que parcialmente, no CNIS.
- Guardar o original em local seguro, pois ele pode ser solicitado em perícia.
Na imagem abaixo você consegue ter uma ideia de como funciona:

Qual é o passo a passo para solicitar revisão usando o papel amarelo
O pedido de revisão costuma ser feito como “Revisão de Benefício” no Meu INSS, dentro do prazo decadencial de 10 anos após a concessão. O segurado deve apontar exatamente quais períodos e salários não aparecem ou estão incorretos no CNIS.
Em geral, o procedimento segue uma sequência lógica que ajuda a não esquecer nenhuma etapa importante:
- Reunir a carteira de trabalho antiga, PPPs e outros comprovantes de atividade.
- Conferir datas, cargos e salários presentes nesses documentos.
- Acessar o portal ou aplicativo Meu INSS e fazer login com conta gov.br.
- Selecionar o serviço de revisão do benefício já concedido.
- Anexar os arquivos digitalizados, descrevendo de forma objetiva os períodos faltantes.
- Acompanhar o andamento do pedido pelos canais oficiais do INSS.
Por que é importante agir rápido e buscar orientação confiável
O aumento de interesse pela carteira antiga abriu espaço para golpes, com promessas de ganhos fáceis em troca de dinheiro adiantado ou entrega de documentos originais. Por isso, é fundamental usar apenas canais oficiais do INSS e, quando possível, contar com apoio de advogado ou especialista previdenciário de confiança.
Se você tem carteira de trabalho antiga e suspeita que seu benefício foi calculado para baixo, não espere o tempo passar: o prazo de 10 anos corre contra você. Revise seus documentos hoje, procure orientação séria e faça o pedido de revisão o quanto antes, para não perder definitivamente o direito a uma aposentadoria mais justa.




