O salário mínimo sobe de R$ 1.412 para R$ 1.621, com reajuste de R$ 103. A mudança corrige benefícios do INSS, BPC, PIS e seguro-desemprego, ajusta contribuições e injeta cerca de R$ 81,7 bilhões na economia.
O novo salário mínimo começa a cair na conta de trabalhadores e beneficiários, elevando o piso nacional de R$ 1.412 para R$ 1.621. O reajuste de R$ 103 altera benefícios, contribuições e o orçamento de milhões de famílias.
Como foi definido o novo valor do salário mínimo?
O reajuste segue a política de valorização que combina a inflação do ano anterior com o crescimento do PIB. Esse modelo busca preservar o poder de compra e garantir aumento real, evitando perdas acumuladas causadas pela alta dos preços.
Com a correção aplicada, o salário mínimo passa a servir de base para salários, benefícios sociais, contribuições previdenciárias e até indenizações judiciais, ampliando o alcance econômico da atualização em diferentes setores.

Quais pagamentos são reajustados automaticamente?
Cerca de 59 milhões de pessoas recebem valores atrelados ao salário mínimo. A mudança afeta diretamente rendimentos previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como detalhado a seguir.
- Aposentadorias e pensões do INSS: nenhum benefício pode ficar abaixo de R$ 1.621.
- BPC: idosos e pessoas com deficiência passam a receber o novo valor integral.
- PIS/Pasep e seguro-desemprego: o piso e o teto dos pagamentos acompanham o reajuste.
O que muda nos critérios de programas sociais?
Com o novo piso, os limites de renda usados em cadastros sociais são reajustados. Programas que utilizam frações do salário mínimo, como 1/4 ou 1/2 por pessoa, passam a considerar os novos valores automaticamente.
Isso pode alterar tanto a entrada de novas famílias quanto a permanência de beneficiários atuais, já que a renda de referência sobe em todo o sistema de proteção social.

Como ficam os custos para empresas e trabalhadores?
O aumento do salário mínimo eleva também os encargos trabalhistas. Além do salário base, contribuições e direitos calculados sobre o piso precisam ser ajustados, como mostra o resumo abaixo.
- FGTS: o depósito mensal sobe para R$ 121,20 por trabalhador no mínimo.
- INSS: as contribuições passam a incidir sobre a nova base salarial.
- Férias e 13º: os provisionamentos devem considerar o novo valor desde janeiro.
Qual é o impacto econômico do reajuste no país?
A atualização do salário mínimo injeta cerca de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano. Famílias de baixa renda tendem a consumir quase todo o valor recebido, impulsionando comércio e serviços locais.
Embora gere maior custo para governo e empregadores, o aumento estimula o consumo interno, amplia a arrecadação indireta e reforça o papel do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda e estabilidade social.




