A aromaterapia usa óleos essenciais para estimular o bem-estar. A lavanda acalma e induz ao sono, enquanto o alecrim e cítricos promovem foco. O uso deve ser moderado, com diluição correta e acompanhamento em casos sensíveis.
Imagine chegar em casa depois de um dia cansativo, acender um difusor de lavanda e, aos poucos, sentir o corpo relaxar e a mente desacelerar. Essa é a proposta da aromaterapia: usar óleos essenciais extraídos de plantas para favorecer o bem-estar emocional, melhorar o sono, reduzir o estresse e apoiar a concentração no dia a dia, sempre como complemento — e não substituto — de cuidados médicos e psicológicos.
Como a aromaterapia pode influenciar a saúde mental
Aromaterapia e saúde mental caminham juntas quando falamos de emoções, memória e estresse. Ao serem inalados, os óleos essenciais levam seus compostos voláteis ao sistema límbico, área do cérebro ligada ao medo, prazer, motivação e regulação emocional, o que explica por que alguns aromas são associados a calma e outros a mais foco e energia.
Óleos cítricos, como laranja-doce, bergamota e limão-siciliano, costumam ser usados para criar um clima mais leve e acolhedor em casa ou no trabalho. Já a lavanda é famosa por trazer sensação de tranquilidade, aparecendo com frequência em difusores, sprays de ambiente e produtos para banho que ajudam a “desligar” depois de um dia intenso.
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De que forma os aromas ajudam no sono e no descanso
O sono é um dos pilares da saúde mental, e muitas pessoas recorrem à aromaterapia para criar um ritual noturno de relaxamento. Aromas suaves, como lavanda, camomila-romana, manjerona e sândalo, podem ajudar o cérebro a entender que é hora de desacelerar, tornando a transição entre vigília e sono mais agradável.
Para tornar esse momento ainda mais especial, é comum incluir os óleos essenciais em pequenos rituais de higiene do sono, que vão além do aroma e envolvem cuidado com o ambiente e com o próprio corpo, como diminuir o uso de telas e regular a iluminação. Assim, a associação entre cheiro e relaxamento se fortalece ao longo do tempo.
- Difundir lavanda no quarto cerca de 30 minutos antes de deitar.
- Usar sprays com óleos diluídos no travesseiro ou roupas de cama.
- Tomar um banho morno com gotas de óleo essencial diluído em óleo vegetal.
- Fazer uma massagem leve em ombros e nuca com um blend indicado por profissional.
Aromaterapia pode apoiar foco, concentração e produtividade
Muita gente também procura aromaterapia para concentração, especialmente em períodos de estudo, trabalho intenso ou preparação para provas. Nesses momentos, são preferidos aromas mais frescos e estimulantes, que tragam clareza mental sem deixar a pessoa agitada demais.
Hortelã-pimenta, alecrim, eucalipto e limão são exemplos de óleos associados a um estado de alerta calmo. Eles podem ser usados em difusores durante blocos de trabalho ou estudo, em colares aromáticos ou em inalação rápida em lenços de papel, sempre de forma moderada e observando como o corpo reage.
Para você que gosta de se cuidar, separamos um vídeo do canal São Paulo SMS com dicas de aromaterapia para relaxar sua mente:
Quais cuidados são importantes para usar óleos essenciais com segurança
Apesar de naturais, os óleos essenciais são concentrados e exigem atenção. O uso direto na pele sem diluição pode causar irritações, e algumas pessoas podem ter reações respiratórias. Crianças, gestantes, pessoas com alergias, doenças crônicas ou em uso de medicação precisam sempre de orientação profissional antes de incluir aromaterapia na rotina.
Para um uso mais responsável, é importante escolher produtos de boa procedência, evitar ingestão sem acompanhamento especializado e respeitar o tempo de difusão no ambiente. Assim, a aromaterapia se torna uma aliada no cuidado da saúde mental, somando-se a hábitos saudáveis, acompanhamento psicológico e, quando necessário, tratamento médico, compondo uma rotina de bem-estar que respeita a individualidade de cada pessoa.




