Uma notícia promissora começou a circular nos corredores de Brasília nesta semana, trazendo esperança para milhões de brasileiros que dedicam a vida a ensinar. Enquanto a tabela do Imposto de Renda segue defasada para a maioria dos trabalhadores, um projeto específico que tramita no Senado Federal quer colocar esta categoria em um patamar diferenciado de tributação, reconhecendo a desvalorização histórica da carreira.
A proposta é ousada: isentar totalmente do Imposto de Renda (IR) os professores da educação infantil, fundamental, média e superior que recebam até R$ 10 mil mensais exclusivamente da atividade docente. Se aprovada, a medida pode significar um aumento líquido direto no bolso de quem está na sala de aula.
Quem paga a conta?
A grande barreira para isenções fiscais sempre foi a Lei de Responsabilidade Fiscal: para tirar imposto de um lado, é preciso compensar de outro. O diferencial deste projeto (PL 5.143/2025), de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), é que a fonte de custeio já foi identificada.
A proposta sugere que a renúncia fiscal dos educadores seja coberta pela arrecadação bilionária vinda da tributação das apostas esportivas on-line (as “bets”). Ou seja, o dinheiro gerado pelos jogos de azar financiaria o alívio financeiro da educação.
Como está a tramitação?
O texto não é apenas uma ideia solta; ele já está protocolado e avançando nas comissões. A medida é vista como urgente para estancar a evasão de profissionais, que muitas vezes deixam a vocação por falta de retorno financeiro. O senador Contarato argumenta que, sem um incentivo fiscal real, o Brasil continuará perdendo seus melhores quadros para outras profissões.
Para acompanhar cada passo dessa votação e pressionar por sua aprovação, vale a pena ouvir os detalhes na reportagem oficial onde o projeto isenta professores de Imposto de Renda para salários de até R$ 10 mil, disponível no portal do Senado.
Por que R$ 10 mil?
O teto de R$ 10 mil foi escolhido para cobrir a quase totalidade dos professores da rede pública básica e boa parte do ensino superior privado e federal. Hoje, um professor que ganha o piso ou um pouco acima já é mordido pelo Leão. Com a nova regra, o salário bruto seria praticamente o salário líquido (descontando apenas a previdência), o que funcionaria como um “aumento indireto” significativo.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A isenção já vale para a declaração de 2026? Não. O projeto ainda é uma proposta legislativa (PL). Para virar lei, precisa ser aprovado nas comissões do Senado, passar pela Câmara dos Deputados e ser sancionado pelo Presidente.
2. Vale para aposentados da categoria? O texto original foca na “remuneração decorrente do exercício da atividade docente”, visando estimular quem está na ativa. Contudo, emendas podem surgir durante a tramitação para incluir os inativos.
3. Professores de cursinho ou aulas particulares entram? A isenção aplica-se a rendimentos de “educação infantil, fundamental, média e superior”. Aulas particulares informais geralmente não se enquadram, a menos que haja vínculo empregatício formal como docente em instituição de ensino.
4. O que falta para ser aprovado? O projeto precisa do parecer favorável das comissões (como a de Assuntos Econômicos e Educação). A pressão da categoria e a regulamentação final dos impostos sobre as “bets” serão decisivas para o ritmo da votação.




