O calor e o suor favorecem problemas como brotoejas, micoses e intertrigo. Para prevenir, utilize roupas leves de algodão, seque bem as dobras do corpo após o banho e aplique protetor solar diariamente, evitando a exposição nos horários de pico.
Você já percebeu como, nos dias muito quentes, a pele parece “reclamar” mais? Coça, arde, aparece vermelhidão do nada, surgem bolinhas, manchas e até aquele incômodo entre as dobras do corpo. Isso não é frescura: o calor, o suor e o sol forte realmente deixam a pele mais frágil e vulnerável a irritações, infecções e até ao câncer de pele.
Por que os cuidados com a pele no calor são tão importantes
No calor, o corpo sua mais para tentar se resfriar. Quando esse suor não evapora direito, a pele fica úmida, abafada e muitas vezes coberta por roupas apertadas ou sintéticas. Esse cenário facilita entupimento de poros, atrito entre dobras e o crescimento de fungos, além de potencializar os danos cumulativos do sol, que se somam ano após ano.
Cuidar bem da pele nessa época ajuda a evitar coceira, ardor e manchas que atrapalham até tarefas simples do dia a dia. Medidas como protetor solar diário, roupas leves, boa hidratação e atenção a qualquer mudança na pele continuam sendo destaque nas campanhas de saúde em 2025. Além disso, manter uma rotina de limpeza suave e evitar banhos muito quentes ajuda a preservar a barreira de proteção natural da pele.
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O que é miliária brotoeja e como evitar no calor
A miliária, conhecida como brotoeja, aparece como pequenas bolinhas ou vesículas na pele, muitas vezes com coceira e desconforto. Ela surge quando as glândulas de suor ficam “entupidas”, impedindo que o suor saia normalmente, o que é mais comum em dias muito quentes e em áreas cobertas, como pescoço, tronco e dobras. Em bebês e idosos, que têm a pele mais sensível, a brotoeja pode ser ainda mais frequente.
Roupas sintéticas ou muito justas, ambientes abafados, suor intenso e pele constantemente úmida aumentam o risco de brotoeja. Para se proteger, vale apostar em tecidos leves como algodão, evitar roupas apertadas por longos períodos, manter a pele o mais seca possível e buscar locais arejados. Se as bolinhas ficarem muito vermelhas, doloridas ou com sinais de infecção, é importante procurar um dermatologista.
Como o intertrigo e as micoses pioram com o calor
O intertrigo é aquela irritação chata que aparece nas dobras, como pescoço, axilas, virilhas, debaixo das mamas e entre os dedos. Nessas regiões, calor, suor e atrito pele com pele causam vermelhidão, ardência, descamação e até pequenas rachaduras, que abrem porta para germes entrarem. Em pessoas com sobrepeso, diabetes ou imunidade baixa, esse quadro pode ser mais intenso e recorrente.
As micoses de pele, causadas por fungos, adoram ambientes quentes e úmidos, por isso atingem muito pés, virilhas e axilas, especialmente após exercícios ou uso prolongado de sapatos fechados. Manchas, coceira intensa, descamação e mau cheiro podem indicar micose e devem ser avaliados quando não melhoram sozinhos. Em alguns casos, é necessário tratamento com antifúngicos tópicos ou orais, sempre com orientação profissional.

Que cuidados simples ajudam a prevenir intertrigo e micoses
Com alguns hábitos diários é possível reduzir bastante o risco de irritações e infecções nas dobras e nos pés. Depois do banho, por exemplo, secar bem cada cantinho do corpo já faz diferença, assim como escolher roupas íntimas respiráveis e não passar o dia todo com o mesmo sapato fechado e suado. Evitar compartilhar toalhas e objetos pessoais também ajuda a diminuir o risco de contaminação.
Esses cuidados ajudam a manter a pele mais seca, com menos atrito e menos proliferação de fungos:
- Secar com calma todas as dobras após o banho, sem esfregar com força;
- Usar roupas íntimas e meias de algodão ou tecidos que deixem a pele respirar;
- Alternar calçados, deixando-os secar bem antes do próximo uso;
- Aplicar, com orientação profissional, cremes de barreira em áreas de maior atrito.
Para você que quer aprofundar, separamos um vídeo do canal Olá, Ciência! com dicas para tomar sol sem se expor aos riscos presentes e futuros:
Como proteger a pele do sol forte e do excesso de calor
Além do suor e da umidade, o sol forte é um dos maiores inimigos da pele no calor. A radiação ultravioleta pode causar queimaduras e manchas escuras, envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer de pele ao longo dos anos. Por isso, a proteção solar diária é um cuidado que não deve ficar restrito só aos dias de praia.
Usar protetor solar com fator adequado, reaplicando ao longo do dia, evitar o sol entre 10h e 16h, apostar em chapéus, bonés, óculos com proteção UV e roupas que protejam do sol são atitudes importantes. Manter-se hidratado também ajuda a pele a funcionar melhor. E, sempre que surgir mancha nova, ferida que não cicatra ou pinta que muda de cor, forma ou tamanho, o ideal é consultar um dermatologista para uma avaliação detalhada.




