Após o fim da antiga Lei de Aluguéis, os contratos passaram a usar índices de inflação e outros indicadores para reajustar valores, o que torna essencial saber calcular o aumento corretamente para evitar cobranças indevidas e garantir o cumprimento fiel do que foi assinado entre proprietário e inquilino.
Como funciona o aumento do aluguel pela inflação (IPC)
Nos contratos em que o reajuste está ligado à inflação, o aumento do aluguel é calculado com base no IPC em períodos trimestrais, quadrimestrais ou semestrais. O locador soma os percentuais de inflação do período combinado e aplica o índice acumulado sobre o aluguel vigente.
Primeiro, identificam-se os índices mensais divulgados pelo órgão oficial, como o INDEC, dentro do intervalo previsto em contrato. Depois, calcula-se o percentual acumulado desses meses, que será aplicado ao valor atual, resultando no novo aluguel a ser pago.

Como será feito o reajuste de aluguel no Brasil em 2026
No Brasil, o reajuste dos contratos em 2026 seguirá o índice de correção definido em contrato, normalmente na data de aniversário da locação. Em geral, usa-se a variação acumulada em 12 meses do índice escolhido, como IPCA ou IGP-M.
O cálculo básico é: Novo Aluguel = Valor Atual × (1 + Variação Acumulada do Índice em 12 meses). Assim, identifica-se o percentual acumulado nos 12 meses anteriores ao reajuste e aplica-se esse percentual sobre o valor vigente.
Quais são os principais índices e fatores que influenciam o reajuste
Os índices variam de acordo com o que foi previsto no contrato, e cada um deles tem impacto diferente sobre o valor final do aluguel. Além disso, fatores de mercado e mudanças regulatórias também podem influenciar renegociações e novos contratos.
Confira alguns dos principais pontos que costumam orientar o reajuste de aluguel a partir de 2026:
- IPCA (inflação oficial): variação acumulada em 12 meses em torno de 4,26%; um aluguel de R$ 2.000,00 passaria para cerca de R$ 2.085,20 (2.000 × 1,0426).
- IGP-M: fechou 2025 com variação negativa de cerca de -1,05%; em regra, o aluguel permanece no mesmo valor, salvo cláusula específica ou negociação para redução.
- Aumento real de mercado: em 2025, novos contratos tiveram alta média de 9,44%, acima dos índices, refletindo demanda aquecida e valorização de regiões específicas.
- Reforma Tributária e fiscalização: novos tributos (IBS e CBS) e maior cruzamento de dados tendem a formalizar contratos e tornar os reajustes mais rigorosamente atrelados aos índices.
* Quando o índice é negativo (deflação), o aluguel não é reduzido por regra de mercado e prática jurídica, salvo se o contrato prever expressamente a diminuição do valor.
Como calcular na prática o aumento do aluguel por IPC ou ICL
Para calcular o aumento do aluguel por IPC, segue-se um roteiro simples, garantindo transparência para inquilino e proprietário. O índice de referência e o período de atualização devem sempre estar claros no contrato assinado entre as partes.
Imagine um contrato iniciado em setembro de 2025, com aluguel de 300.000 e atualização trimestral pelo IPC. Se a inflação acumulada no trimestre for de 6%, o cálculo será: 300.000 × 6% = 18.000, e o novo aluguel passará a 318.000 a partir da data de reajuste.
Por que entender o índice de reajuste do aluguel é decisivo agora
Em contratos antigos, atrelados ao ICL, o reajuste segue um índice que combina inflação e outros dados econômicos e pode chegar a aumentos anuais próximos de 36%, com cerca de 6% em alguns trimestres. Já os contratos mais novos, baseados em IPC, costumam usar reajustes trimestrais, quadrimestrais, semestrais ou anuais, somando os índices do período para definir o novo valor.
Não espere o próximo aumento chegar como surpresa: revise seu contrato hoje, descubra qual índice rege o seu aluguel, compare com os números oficiais e, se notar qualquer divergência, busque imediatamente orientação especializada para negociar, corrigir abusos e proteger seu orçamento antes que o próximo reajuste pese ainda mais no seu bolso.




