Carregadores permanecem energizados mesmo sem o celular, gerando consumo fantasma e desgaste contínuo. Calor, falta de certificação e rede instável aumentam o risco de curto, faíscas e incêndio, tornando recomendável retirar da tomada.
Deixar o carregador de celular conectado à tomada após retirar o aparelho parece inofensivo, mas especialistas alertam para riscos elétricos e desperdício de energia. O acessório segue ativo, sofre desgaste contínuo e pode representar perigo real à segurança doméstica.
Por que o carregador continua oferecendo risco mesmo sem o celular?
Mesmo sem o telefone conectado, o carregador mantém seu circuito interno energizado. Esse funcionamento permanente provoca aquecimento contínuo, especialmente em ambientes quentes ou com rede elétrica instável, o que acelera a degradação de componentes sensíveis.
Com o tempo, essa degradação pode causar curtos-circuitos silenciosos. Em casos extremos, capacitores internos falham e geram faíscas, aumentando o risco de incêndio quando o carregador está próximo de cortinas, sofás ou materiais inflamáveis.

Quais fatores aumentam o risco de acidentes elétricos?
Nem todo carregador reage da mesma forma quando fica ligado direto na tomada. Alguns fatores aumentam significativamente o perigo, especialmente quando se combinam no dia a dia, como você vê a seguir.
- Carregador sem certificação: ausência de selo oficial indica falta de proteção térmica e contra surtos.
- Rede elétrica instável: oscilações de tensão favorecem falhas internas e superaquecimento.
- Desgaste do acessório: cabos dobrados e plugs frouxos elevam o risco de curto.
O carregador na tomada pesa mesmo na conta de luz?
O chamado consumo fantasma ocorre porque o carregador continua puxando energia em modo de espera. Embora o gasto individual seja baixo, ele é constante e ocorre 24 horas por dia enquanto o acessório permanece conectado.
Em uma casa com vários moradores, somar carregadores de celular, tablet e notebook gera um impacto acumulado. Além do custo financeiro, esse consumo desnecessário pressiona o sistema elétrico e aumenta a demanda energética ambiental.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube TV Aparecida falando sobre os principais eletrônicos que consomem energia mesmo desligados.
Quando o risco se torna realmente crítico dentro de casa?
Há sinais claros e situações em que deixar o carregador na tomada deixa de ser apenas descuido e passa a representar ameaça direta. Reconhecer esses alertas ajuda a evitar acidentes mais graves, como os listados a seguir.
- Cheiro de plástico queimado: indica superaquecimento interno e risco iminente.
- Ruídos ou estalos: sons elétricos sugerem falha em capacitores ou isolamento.
- Presença de crianças ou pets: contato com cabos energizados pode causar queimaduras.
Qual é a regra de ouro para evitar acidentes com carregadores?
Especialistas em segurança elétrica são unânimes: equipamento fora de uso deve ficar fora da tomada. Desconectar fisicamente o carregador é a única forma de eliminar totalmente a passagem de corrente e o risco de falhas inesperadas.
Transformar esse gesto em hábito simples protege o imóvel, reduz o desgaste dos acessórios e evita acidentes silenciosos. A praticidade de deixar o cabo à mão nunca compensa o perigo oculto de mantê-lo energizado.



