A onicofagia vem da ansiedade e tédio. O hábito causa infecções e estraga os dentes. Para parar, corte as unhas, use esmalte amargo e ocupe as mãos. Identificar o gatilho emocional é essencial para vencer o vício
Você já se pegou roendo as unhas sem nem perceber, só notando depois que um dedo ficou dolorido ou machucado? Esse hábito, que muitas vezes começa na infância e vai nos acompanhando pela vida, parece inofensivo à primeira vista. Mas, por trás desse gesto automático, podem existir questões emocionais importantes e também alguns riscos para a saúde das unhas, da boca e até da autoestima.
O que é onicofagia e por que esse hábito merece atenção
A onicofagia é o nome dado ao costume de roer as unhas e, muitas vezes, também as pelinhas e cutículas ao redor. Em algumas pessoas, isso acontece de vez em quando; em outras, vira quase um ritual diário, que pode machucar os dedos e deixar a pele bem sensível.
Embora pareça apenas uma mania, esse comportamento pode causar desconforto físico, vergonha de mostrar as mãos e até virar motivo de preocupação em família. Além disso, quando o hábito é muito intenso ou difícil de controlar, pode estar ligado a emoções como ansiedade, nervosismo e frustração.
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Por que as pessoas roem as unhas e quais são as causas mais comuns
Muita gente rói as unhas em momentos de tensão, como provas, prazos no trabalho, discussões ou situações de incerteza. O ato de morder as unhas funciona como uma espécie de válvula de escape, dando uma sensação rápida de alívio, mesmo que logo em seguida venha o arrependimento.
O tédio também é um grande gatilho: durante longas horas no celular, vendo TV, em filas ou viagens, levar os dedos à boca pode virar um passatempo. Há ainda quem roa as unhas por perfeccionismo, quando sente que poderia ter feito algo melhor ou não suporta ver uma pontinha de unha “fora do lugar”.
Os fatores familiares e genéticos que influenciam a onicofagia
Em muitas casas, pelo menos uma pessoa tem o hábito de roer as unhas, e as crianças acabam copiando o comportamento dos adultos. Ver pais, irmãos ou cuidadores fazendo isso deixa o gesto mais “normal” e fácil de repetir, mesmo sem perceber.
Algumas pesquisas sugerem que existe uma tendência familiar para desenvolver comportamentos repetitivos, como puxar cabelos ou cutucar a pele, principalmente em períodos de estresse. Assim, para muitos adultos, roer as unhas é apenas a continuidade de hábitos que começaram cedo, como chupar o dedo, e nunca foram totalmente substituídos.
Quais são os principais riscos de roer unhas para a saúde
A região abaixo das unhas acumula sujeira e micro-organismos, mesmo em quem lava as mãos com frequência. Quando os dedos vão direto para a boca, aumentam as chances de inflamações nas cutículas, micoses, verrugas e pequenas infecções que podem doer, inchar e até precisar de cuidado médico.
Na parte bucal, o hábito constante pode desgastar o esmalte dos dentes, causar pequenas trincas, dor na mandíbula e até mudanças na mordida ao longo do tempo. Além disso, mãos machucadas tendem a gerar vergonha em situações sociais, o que pode alimentar ainda mais a ansiedade e manter o ciclo da onicofagia.
Quais problemas a onicofagia pode causar no dia a dia
Para visualizar melhor como esse hábito impacta a rotina, vale olhar com atenção para alguns dos efeitos mais comuns que aparecem nas mãos, na boca e na vida social de quem rói as unhas com frequência:
- Infecções: maior exposição a bactérias e fungos nas unhas e cutículas.
- Deformações: alterações na forma, na textura e no crescimento das unhas.
- Dor crônica: sensibilidade ao tocar objetos e ao realizar tarefas simples.
- Impacto dentário: desgaste, pequenas trincas e desconforto na mandíbula.
- Constrangimento social: vergonha de mostrar as mãos em público ou em fotos.
Para você que quer parar de roer as unhas, separamos um vídeo do canal Casule com dicas para parar hoje mesmo:
Como começar a reduzir o hábito de roer as unhas na rotina
Diminuir a onicofagia é um processo gradual, que exige paciência e pequenas mudanças diárias, não perfeição imediata. Um bom começo é manter as unhas aparadas, limpas e, se possível, bem cuidadas esteticamente, o que reduz a vontade de morder e aumenta a sensação de cuidado consigo.
Outra ajuda é observar em quais momentos o impulso aparece com mais força, como estudando, usando o celular, em reuniões ou esperando alguma coisa. Com esses gatilhos identificados, fica mais fácil substituir o hábito por outras ações, como apertar uma bolinha antiestresse, brincar com um elástico ou rabiscar num papel, mantendo as mãos ocupadas.




