Muita gente tem ouvido que “a aposentadoria antiga do INSS vai acabar em 2026” e que tudo vai mudar de uma vez, mas o que existe, na prática, é a continuidade de um processo iniciado com a Reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional nº 103/2019), com ajustes anuais até 2031. Entender essas regras deixou de ser curiosidade e virou estratégia: isso pode antecipar (ou atrasar) o direito de se aposentar e impactar diretamente quanto você vai receber todo mês.
Qual é a idade mínima do INSS e o que muda até 2031
O ponto central hoje é a idade mínima: a regra final é de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com ajustes graduais até 2031. Além disso, há tempo mínimo de contribuição e a carência de 180 meses, que representa 15 anos de pagamentos ao INSS.
Quem começou a contribuir depois de novembro de 2019 segue integralmente as novas regras, sem atalhos ou direitos adquiridos do modelo antigo. A regra geral de aposentadoria por idade já está definida e não sofre alteração específica em 2026; o que muda são, principalmente, as regras de transição.
Selecionamos o vídeo do canal Inss Passo a Passo e faz sucesso no YouTube e fala sobre o assunto:
Como funciona a aposentadoria por idade em 2025 e o que muda em 2026
Em 2025, na área urbana, as mulheres precisam de 62 anos de idade e 15 anos de contribuição; os homens, 65 anos de idade e 20 anos de contribuição, além da carência de 180 meses para ambos. Esse modelo sinaliza o foco definitivo do sistema na combinação idade + tempo de contribuição.
A antiga lógica de “só tempo de contribuição” deixou de ser regra geral. Para 2026, o que muda de forma mais sensível não é a aposentadoria por idade, mas sim as regras de transição ligadas ao tempo de contribuição, como idade mínima progressiva e sistema de pontos.
O que mudou com o fim da aposentadoria por tempo de contribuição
A aposentadoria exclusivamente por tempo de contribuição, sem idade mínima, foi extinta, restando apenas regras de transição para quem já contribuía antes de 2019. Essas “pontes” tentam equilibrar direitos antigos com o objetivo de tornar a aposentadoria mais rígida ao longo do tempo.

Em 2025, ganham destaque a regra dos pontos, a idade mínima progressiva e os pedágios de 50% e 100%. Na prática, duas pessoas com idades parecidas podem se aposentar por regras diferentes, dependendo de quando começaram a contribuir e do tempo já acumulado.
Como funcionam a regra dos pontos, a idade progressiva e os pedágios do INSS
Na regra dos pontos, soma-se idade e tempo de contribuição. Em 2025, mulheres precisam de 92 pontos, com no mínimo 30 anos de contribuição; homens, 102 pontos, com pelo menos 35 anos, aumentando ano a ano. Já a idade mínima progressiva combina idade mínima com tempo mínimo de contribuição.
Para entender melhor as principais exigências atuais e de 2026 nas regras de transição, vale observar os critérios abaixo, que mostram como pequenos aumentos anuais podem adiar a data da aposentadoria:
| Regra de aposentadoria (2026) | Mulheres | Homens |
|---|---|---|
|
Idade mínima progressiva (regra de transição) |
59 anos e 6 meses (mín. 15 anos de contribuição) |
64 anos e 6 meses (mín. 20 anos de contribuição) |
|
Regra de pontos (idade + contribuição) |
93 pontos (mín. 30 anos de contribuição) |
103 pontos (mín. 35 anos de contribuição) |
|
Aposentadoria por idade (regra geral) |
62 anos (15 anos de contribuição) |
65 anos (15 anos para inscritos antes de 2019 ou 20 anos para novos inscritos) |
| Como se preparar: o governo recomenda utilizar o Simulador de Aposentadoria do Meu INSS para identificar a regra mais vantajosa em 2026. Acompanhe apenas informações oficiais no Portal Gov.br – Previdência Social para evitar notícias falsas sobre mudanças que ainda não foram aprovadas. | ||
- Pedágio de 50%: exige trabalhar metade do tempo que faltava em 2019, sem idade mínima.
- Pedágio de 100%: exige idade mínima (57 anos mulheres, 60 homens) e o dobro do tempo que faltava em 2019.
Como pedir aposentadoria no Meu INSS e por que agir agora
O pedido de aposentadoria hoje é feito de forma digital, pelo site ou aplicativo Meu INSS, com CPF, RG, carteira de trabalho e CNIS atualizados. O simulador oficial considera automaticamente idade, tempo de contribuição e regras de transição, ajudando a comparar se é melhor se aposentar antes de uma mudança ou esperar para buscar um valor maior.
As normas ficaram mais complexas e diferenças de poucos meses podem reduzir o benefício por toda a vida, especialmente com os ajustes anuais até 2031. Não espere uma “data mágica”: revise já seu CNIS, faça simulações e, se preciso, busque orientação especializada hoje mesmo, porque cada contribuição a mais pode ser a linha que separa uma aposentadoria apertada de uma renda muito mais segura.




