O mercado imobiliário brasileiro em 2025 registrou alta de preços acima da inflação, e em 2026 o cenário fica ainda mais complexo com reajustes médios, reforma tributária e mudanças em índices de correção, exigindo atenção redobrada aos números oficiais na hora de comprar ou alugar um imóvel.
Entenda os principais fatores que impactam o valor dos imóveis em 2026
Ao analisar imóveis, muitos compradores e locatários olham apenas o preço final, sem considerar área útil, localização, impostos e rentabilidade. Com as novas regras tributárias, esses elementos influenciam diretamente tanto o valor de compra quanto o valor de aluguel praticado em grandes centros e cidades com metro quadrado mais barato.
Além disso, índices de referência, como FipeZAP, IPCA e IGP-M, ajudam a entender a variação de preços ao longo do tempo. Em 2026, acompanhar esses indicadores é essencial para não pagar acima do valor de mercado nem subestimar o custo total envolvido na operação.
Com base nos dados consolidados do Índice FipeZAP de 2025/2026, os municípios monitorados com os menores preços de venda são:
| Ranking | Município | Estado | Preço médio do m² (2026) | Leitura de mercado |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Pelotas | RS | R$ 4.353 | Menor valor entre as cidades monitoradas; mercado ainda pouco pressionado |
| 2 | Aracaju | SE | R$ 5.270 | Capital com boa qualidade de vida e preços abaixo da média nacional |
| 3 | Teresina | PI | R$ 5.784 | Crescimento moderado, mantendo acesso facilitado à moradia |
| 4 | Natal | RN | R$ 6.107 | Turismo forte, mas ainda com imóveis relativamente acessíveis |
| 5 | Campo Grande | MS | R$ 6.409 | Mercado estável, com expansão urbana controlada |
| 6 | Cuiabá | MT | R$ 6.798 | Valorização gradual impulsionada pelo agronegócio |
| 7 | Manaus | AM | R$ 7.172 | Preços ainda competitivos frente a outras capitais do Norte |
| 8 | Porto Alegre | RS | R$ 7.520 | Capital grande com valores abaixo de outras metrópoles do Sul |
| 9 | Salvador | BA | R$ 7.874 | Mercado aquecido, mas ainda mais barato que RJ e SP |
| 10 | João Pessoa | PB | R$ 7.926 | Alta procura, porém com crescimento abaixo da inflação em alguns bairros |
| 11 | Goiânia | GO | R$ 8.114 | Capital planejada com expansão imobiliária constante |
| 12 | Belém | PA | R$ 8.214 | Mercado regional forte, ainda abaixo da média das capitais |
| 13 | Recife | PE | R$ 8.465 | Valorização gradual, puxada por bairros centrais e orla |
| 14 | São Luís | MA | R$ 8.585 | Mercado em expansão, ainda com preços competitivos |
| 15 | Fortaleza | CE | R$ 8.884 | Entre as mais baratas do Nordeste, apesar da forte demanda |
| Resumo: essas cidades concentram os menores preços médios do metro quadrado no Brasil em 2026, segundo dados consolidados do mercado imobiliário. São opções observadas por quem busca custo-benefício, investimento de longo prazo ou mudança de padrão de vida. | ||||
Como calcular o valor de compra de uma casa em 2026
O ponto de partida para estimar o preço de compra de um imóvel é o valor do metro quadrado na região, usando fontes como o Índice FipeZAP e relatórios de portais imobiliários. Em 2025, cidades como Pelotas, Aracaju, Teresina e Natal apareceram entre os menores valores de venda monitorados, indicando maior potencial de acesso à casa própria.
Em 2026, o cálculo precisa considerar a variação acumulada de preços do ano anterior e eventuais movimentos locais de oferta e demanda. Se uma cidade registrou aumento médio de 6,52% em 2025, o valor do m² estimado para 2026 tende a incorporar esse reajuste, salvo em casos de estabilidade ou queda pontual, como no exemplo de um imóvel de 70 m² com m² passando de R$ 5.000 para cerca de R$ 5.326.
Passo a passo essencial para estimar o preço de compra do imóvel
Para entender melhor quanto pagar por uma casa em 2026, é possível seguir uma sequência simples de verificação de dados. Esse tipo de cálculo não substitui a avaliação profissional, mas ajuda a ter uma noção de faixa de preço antes de negociar com corretores ou proprietários.
- Definir a área do imóvel: identificar a metragem privativa (m²) da casa ou apartamento.
- Consultar o valor médio do m²: usar índices como FipeZAP ou relatórios atualizados de 2025/2026.
- Ajustar pela variação anual: aplicar a taxa de aumento mais recente quando o dado for de meses anteriores.
- Calcular o valor de mercado: multiplicar a área do imóvel pelo valor atualizado do m².
- Incluir custos de transação: estimar ITBI, escritura, registro e taxas cartorárias da região.
- Considerar efeitos da reforma tributária: checar regras locais para ITBI e mudanças válidas a partir de 2026.

Como estimar o valor do aluguel residencial em 2026
O preço do aluguel residencial no Brasil costuma ser calculado como um percentual do valor de venda do imóvel, geralmente entre 0,3% e 0,5% ao mês. Assim, uma casa avaliada em R$ 500.000 tende a gerar um aluguel mensal entre R$ 1.500 e R$ 2.500, dependendo da localização, conservação e demanda local.
Esse intervalo reflete a rentabilidade anual esperada pelo proprietário, em torno de 5% a 6% ao ano, para compensar condomínio, imposto de renda, manutenção e vacância. Em 2026, entram também na conta novas regras de tributação sobre rendimentos de aluguel, além dos índices de reajuste contratual, como IGP-M ou IPCA.
Evolução do Preço do m² (2024 – 2026)
Para visualizar a evolução dos preços nos municípios mais acessíveis, utilizamos os dados consolidados do Índice FipeZAP (referentes a janeiro de cada ano). Os valores abaixo representam o preço médio do metro quadrado (m²):
Quais cuidados tomar com impostos e planejamento em 2026
Em 2026, a reforma tributária passa a impactar diretamente a compra e a locação de imóveis, alterando o custo efetivo de cada operação. Taxas como ITBI, ITCMD, ganho de capital e tributação sobre rendimentos de aluguel ganham novos parâmetros, exigindo planejamento para evitar surpresas fiscais no futuro.
Diante desse cenário, usar simuladores que considerem Selic, impostos, rentabilidade e índices de correção é decisivo para comparar se vale mais a pena comprar ou seguir no aluguel. Não deixe para depois: revise seus planos ainda em 2026, consulte fontes oficiais e busque orientação especializada para não perder oportunidades nem comprometer seu orçamento a longo prazo.




