A transição capilar é o processo em que a pessoa decide parar de usar químicas alisantes e permitir que o cabelo natural cresça, convivendo por um tempo com duas ou mais texturas nos fios. Nesse período, raiz crespa, comprimento mais alinhado e pontas ressecadas costumam aparecer ao mesmo tempo, o que torna os cuidados diários mais estratégicos.
O que é a rotina capilar na transição e qual sua importância
A rotina capilar na transição é o conjunto de hábitos regulares de lavagem, tratamento, corte e finalização voltados para cabelos com duas texturas. Ela busca equilibrar reconstrução, nutrição e hidratação, respeitando o estado de cada parte dos fios, da raiz crespa às pontas alisadas ou fragilizadas.
Se você está na transição e sente o cabelo quebrando justo na linha das duas texturas, o vídeo a baixo, do canal @Lidii Macedo no YouTube, mostra como montar uma rotina de reconstrução sem complicar a semana. Em geral, lavar de duas a três vezes por semana, intercalar máscaras de tratamento com condicionadores leves e cuidar bem do couro cabeludo ajuda a manter o crescimento saudável.
Como organizar uma rotina capilar de reconstrução na transição
Uma rotina capilar com foco em reconstrução é indicada quando os fios apresentam sinais como quebra, afinamento, elasticidade excessiva ou pontas muito secas. Nesses casos, a reconstrução capilar ajuda a repor proteínas, como a queratina, devolvendo resistência ao cabelo sem descuidar da maleabilidade.
Para facilitar o dia a dia, é possível seguir um passo a passo simples de reconstrução, adaptando a frequência conforme o nível de dano e o uso de químicas ou ferramentas de calor. Veja um modelo que pode ser inserido no cronograma capilar de forma prática:
- Lavagem com shampoo específico: optar por um shampoo de tratamento que limpe bem sem ressecar em excesso. Em cabelos com raiz oleosa e pontas secas, aplique principalmente no couro cabeludo, deixando a espuma escorrer para o comprimento.
- Aplicação da máscara reconstrutora: escolher uma máscara indicada para cabelos danificados, com ativos como queratina, aminoácidos ou ceramidas. A aplicação em mechas finas, com movimento de enluvamento, favorece a penetração do produto.
- Tempo de ação controlado: respeitar o tempo indicado pelo fabricante, geralmente entre 5 e 15 minutos. Ultrapassar esse período não aumenta os benefícios e pode deixar os fios rígidos em alguns casos.
- Uso de condicionador para selagem: após enxaguar a máscara, aplicar um condicionador da mesma linha ou compatível com a proposta de reconstrução ajuda a alinhar as cutículas e reforçar o brilho.
- Finalização com creme e óleo: um creme de pentear com proteção térmica, combinado a um óleo reparador apenas nas pontas, ajuda a controlar frizz, reduzir embaraços e proteger o comprimento.
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Como adaptar a rotina capilar à raiz crespa e às pontas ressecadas

Na transição capilar, um dos maiores desafios é lidar com a diferença entre a raiz natural, geralmente crespa ou cacheada, e as pontas alisadas ou muito ressecadas. A raiz costuma precisar de definição e leveza, enquanto o comprimento e as pontas pedem reparação intensa, proteção diária e cortes periódicos.
Algumas práticas podem facilitar essa convivência com duas texturas, ajudando a uniformizar o visual e reduzir a quebra na linha de demarcação entre raiz e comprimento. Abaixo, estão estratégias simples que podem ser incluídas na rotina:
- Corte regular de pontas: retirar pontas ralas e quebradiças a cada dois ou três meses reduz o aspecto espigado e deixa o caimento mais uniforme, mesmo sem grandes mudanças de comprimento.
- Texturizações na raiz: técnicas como twists, tranças e dedoliss podem aproximar visualmente a textura da raiz crespa e do comprimento, mantendo o cabelo mais alinhado até o big chop, se a pessoa optar por ele.
- Uso moderado de finalizador: aplicar quantidade suficiente para envolver os fios, sem excesso, evita que o cabelo fique pesado ou com sensação oleosa; se necessário, dilua o creme de pentear com um pouco de água nas mãos.
- Óleo reparador nos pontos críticos: concentrar o óleo nas pontas e em áreas mais porosas ajuda a dar acabamento sem comprometer o volume da raiz em crescimento.
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Como a rotina capilar na transição funciona a longo prazo
Quando mantida de forma consistente, a rotina capilar na transição tende a trazer benefícios perceptíveis ao longo dos meses. A combinação de reconstrução periódica, cortes de pontas, finalização adequada e atenção ao couro cabeludo contribui para um cabelo mais resistente, com aparência mais uniforme e menos frizz.
Com o tempo, essa rotina deixa de ser apenas um tratamento emergencial e passa a integrar o cuidado contínuo com o cabelo natural, seja ele crespo, cacheado ou ondulado. Ajustes como reduzir o excesso de finalizador, escolher máscaras adequadas ao nível de dano e observar a resposta dos fios após cada etapa permitem adaptar o cuidado às necessidades reais de cada fase da transição.




