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Funcionário registra entrada e saída no horário, mas é julgado por não somar mais uma hora à sua jornada de trabalho: ‘O resto da equipe chega por volta das 8h e fica até às 18h30 ou mais tarde’

Vanessa Tavares Por Vanessa Tavares
14/01/2026
Em Notícias
Funcionário registra entrada e saída no horário, mas é julgado por não somar mais uma hora à sua jornada de trabalho: 'O resto da equipe chega por volta das 8h e fica até às 18h30 ou mais tarde'

Cumprir o contrato virou problema? Novo funcionário sofre por não fazer hora extra gratuita

Em muitos ambientes corporativos, a cultura de trabalho vai além do que está registrado no contrato. Não é raro que o expediente formal seja apenas um ponto de referência, enquanto, na prática, o grupo passa a esperar jornadas prolongadas sem aumento de salário. Essa dinâmica costuma se apoiar em frases sutis, comentários indiretos e comparações com colegas que chegam antes e saem depois, criando um clima de cobrança silenciosa.

Funcionário cumpre o contrato, mas é julgado por não estender a jornada

Um exemplo emblemático dessa situação é o de um profissional cuja jornada oficial, registrada em contrato, vai das 8h30 às 17h, com pausa para almoço. Logo nas primeiras semanas, ele percebeu que o padrão do time era bem diferente do que constava no papel: “O resto da equipe chega por volta das 8h e fica até às 18h30 ou mais tarde”, relata.

Mesmo entregando todas as tarefas dentro do horário estabelecido, o funcionário começou a notar comentários velados quando se levantava para ir embora no horário correto. Frases como “já vai?”, ditas em tom de brincadeira, e observações do tipo “aqui o pessoal costuma dar uma forcinha a mais” passaram a fazer parte da rotina. Em algumas reuniões, ouviu comparações indiretas com colegas considerados “mais dedicados” por ficarem além do expediente.

Ele conta que, embora nunca tenha recebido uma ordem explícita para estender o horário, sentia-se constantemente avaliado: “Eu bato o ponto na entrada e na saída, tudo dentro do combinado. Mas a sensação é de que estou fazendo algo errado por não somar mais uma hora ao meu dia”. Com o tempo, isso começou a afetar seu bem-estar, gerando culpa injustificada e dúvida sobre se deveria abrir mão do limite contratual apenas para se encaixar na cultura do grupo.

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Cultura de horas extras não pagas

A cultura de horas extras não pagas costuma se instalar de maneira gradual. Primeiro, surge a ideia de que “todo mundo ajuda um pouco a mais”; depois, a imagem de dedicação passa a ser associada diretamente a quem permanece mais tempo na empresa. Em muitos casos, essa lógica ignora a produtividade real, tornando o número de horas visíveis no escritório um símbolo de comprometimento, mesmo que a carga de trabalho possa ser cumprida no horário normal.

Chegar às 9h e sair às 18h virou crime no trabalho onde todos “competem” quem fica mais

Como a pressão por mais horas se manifesta no dia a dia?

A pressão por horas extras não remuneradas geralmente não aparece sob a forma de ordens diretas. Em vez disso, ela se apresenta como cultura de grupo, criando uma espécie de régua informal.

Alguns sinais comuns dessa cultura incluem:

  • Comentários sobre quem sai “assim que dá o horário”, como se fosse falta de empenho.
  • Reuniões marcadas pouco antes do fim do expediente, que se estendem além do horário.
  • Valorização pública de quem está sempre disponível, inclusive fora do horário.
  • Comparações entre colegas, destacando quem “se doa mais pelo time”.

Nesse cenário, mesmo quem consegue realizar todas as tarefas no tempo padrão pode ser visto como alguém que não acompanha o ritmo do grupo, apesar de cumprir integralmente o que foi combinado.

Ele cumpre o horário certinho, mas é julgado por não ficar até mais tarde como o resto da equipe

Quais são os impactos dessa cultura de horas extras não pagas?

A prática constante de prolongar a jornada traz consequências para a saúde física e mental. A ausência de limites claros entre trabalho e vida pessoal favorece o cansaço acumulado, distúrbios do sono e dificuldade de desconexão ao fim do dia. Com o passar do tempo, essa rotina tende a gerar esgotamento e queda de motivação, mesmo entre profissionais experientes.

Do ponto de vista organizacional, a normalização das horas extras não remuneradas pode criar um ambiente de comparação permanente. Em vez de observar a qualidade das entregas, gestores e equipes passam a medir dedicação pelo número de horas no escritório ou online. Isso costuma trazer efeitos como:

  1. Redução da produtividade real, já que o cansaço prolongado diminui a concentração.
  2. Aumento da rotatividade, porque profissionais tendem a buscar ambientes com limites mais claros.
  3. Risco trabalhista, quando a prática fere legislações que protegem a jornada e o pagamento de horas extras.
  4. Clima de desconfiança, especialmente entre quem cumpre o contrato e quem adota a rotina estendida.

Como lidar com a pressão por jornada estendida?

Quando a pressão surge apenas em forma de comentários de colegas, sem comunicação oficial da empresa, alguns caminhos podem ajudar a preservar a jornada contratual. Um primeiro ponto é manter a organização das tarefas de maneira que o trabalho esteja sempre em dia dentro do horário. Isso reduz argumentos de que seria necessário ficar além do combinado para dar conta das demandas.

A discussão sobre carga horária justa vem ganhando mais visibilidade , especialmente com debates sobre saúde mental, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e modelos de trabalho híbridos. Em meio a essas mudanças, ambientes que respeitam o horário contratual tendem a ser vistos como espaços mais sustentáveis a longo prazo, enquanto a cultura de horas extras não pagas passa a ser questionada com maior frequência por trabalhadores de diferentes setores.

Tags: escala de horárioshorário de trabakhoHoras extras

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