Rico em fibras e potássio, o maracujá ajuda na digestão e controle da pressão. A fruta tem efeito calmante leve, auxiliando no sono. Consuma a polpa, sementes e até a farinha da casca, mas evite excesso de açúcar
Imagine chegar em casa depois de um dia cheio, preparar um suco de maracujá bem gelado e sentir o corpo relaxar aos poucos. Essa fruta, também chamada de fruta da paixão, não é especial só pelo sabor marcante e pelo aroma intenso: nos últimos anos ganhou destaque principalmente pelos efeitos no bem-estar, na digestão, na pressão arterial e até no sono, quando consumida com frequência dentro de uma alimentação equilibrada.
Quais são os principais nutrientes do maracujá e como eles atuam no corpo?
O maracujá é visto como uma fruta bem completa. A polpa concentra fibras solúveis e insolúveis, que ajudam o intestino a funcionar melhor e aumentam a sensação de saciedade, o que pode ser interessante para quem quer controlar a fome ao longo do dia.
Já a casca, muitas vezes jogada fora, é ainda mais rica em fibras e costuma ser transformada em farinha para uso em receitas. A fruta também oferece vitamina C, betacaroteno (provitamina A) e minerais como potássio, fósforo e magnésio, que participam da saúde da pele, dos músculos, da visão e do equilíbrio da pressão.
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Quais benefícios o maracujá pode trazer para a saúde no dia a dia?
Os benefícios do maracujá aparecem quando a fruta faz parte da rotina alimentar, junto com outros hábitos saudáveis. As fibras ajudam a regular o intestino, favorecem o equilíbrio da flora intestinal e podem reduzir desconfortos como inchaço e prisão de ventre.
No coração e na circulação, o potássio e as fibras colaboram para controlar a pressão arterial e ajudar na redução do colesterol. Os antioxidantes combatem o estresse oxidativo, ligado ao envelhecimento precoce e a diversas doenças, e alguns compostos da fruta vêm sendo estudados por possíveis efeitos anti-inflamatórios e analgésicos.
O maracujá realmente acalma e ajuda no sono?
Muita gente recorre ao suco ou ao chá de maracujá quando está mais agitada, e isso não é à toa. A planta e seus extratos concentram substâncias com efeito levemente sedativo, que podem favorecer o relaxamento, principalmente quando associadas a uma rotina noturna mais tranquila.
Esses compostos parecem atuar suavemente no sistema nervoso, ajudando a reduzir tensão, estresse e ansiedade em situações do dia a dia. Em quadros mais intensos de insônia ou ansiedade, o maracujá pode ser apenas um complemento, sem substituir acompanhamento médico ou psicológico.
Quais são as principais formas de consumo do maracujá no cotidiano?
É possível aproveitar o maracujá de vários jeitos simples, do café da manhã à noite. Em geral, quanto menos açúcar e processamento, maior tende a ser o aproveitamento dos nutrientes, sem exagerar nas calorias ou em aditivos, contribuindo para uma alimentação equilibrada.
Abaixo, algumas formas práticas de incluir a fruta da paixão na rotina e variar o consumo ao longo da semana:
- Suco natural: feito com a polpa e água, sozinho ou misturado a outras frutas cítricas;
- Polpa congelada: ótima para vitaminas, sobremesas leves e molhos para saladas;
- Farinha da casca: adicionada a iogurtes, mingaus, pães e bolos para aumentar fibras;
- Chá das folhas: usado tradicionalmente à noite, com objetivo relaxante;
- Sementes: consumidas com a polpa ou em receitas, aproveitando gorduras boas e fibras.
Para ocê que quer saber mais, separamos um vídeo do canal da Nutricionista Patricia Leite com dicas de consumo e benefícios do maracujá para o corpo:
Quais cuidados são importantes ao consumir o maracujá?
Apesar de ser uma fruta nutritiva, é importante ficar atento às versões industrializadas, que muitas vezes trazem muito açúcar. Sempre que possível, dê preferência ao preparo em casa, controlando a quantidade de adoçante ou açúcar usado.
Pessoas que usam medicamentos para pressão, sedativos ou que têm condições de saúde específicas devem conversar com um profissional antes de consumir extratos concentrados, cápsulas ou chás muito fortes de maracujá, para evitar interações ou efeitos indesejados, especialmente em casos de uso prolongado de medicamentos.




