A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de internação em adultos e idosos, especialmente na presença de outras doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Trata-se de uma condição em que o coração não consegue manter um bombeamento adequado de sangue para o corpo, o que pode provocar cansaço, retenção de líquidos e limitação para atividades simples. Quando essa doença sai do controle, o quadro é chamado de descompensação e passa a exigir atenção imediata, sendo fundamental reconhecer sinais de piora de forma precoce.
Insuficiência cardíaca: o que é e como afeta o organismo
A insuficiência cardíaca, também chamada de falência cardíaca em alguns contextos, não significa que o coração parou de funcionar, mas que trabalha com desempenho abaixo do necessário. O órgão perde força para se contrair ou encontra dificuldade para relaxar entre os batimentos, comprometendo o volume de sangue que deveria circular para órgãos e tecidos. No vídeo do @Sáude com Dra Marina Bond, você vê os sinais de descompensação da insuficiência cardíaca explicados de forma direta e fácil de identificar.
Esse desequilíbrio ativa mecanismos de defesa do próprio organismo, como a retenção de sal e água pelos rins, na tentativa de manter a pressão arterial e o fluxo sanguíneo. Com o tempo, essa resposta passa a favorecer o acúmulo de líquido nos pulmões, nas pernas e na região abdominal, surgindo sintomas como cansaço aos pequenos esforços e falta de ar ao deitar.
Quais são os principais sinais de descompensação da insuficiência cardíaca
Os sinais de descompensação da insuficiência cardíaca estão, na maioria, relacionados ao acúmulo de líquidos no organismo. Um dos achados mais frequentes é o edema de membros inferiores, o conhecido inchaço nas pernas e tornozelos, geralmente simétrico e com “sinal do cacifo” ao pressionar a pele.
Outro ponto de alerta é o aumento do volume abdominal, consequência do acúmulo de líquido na cavidade abdominal, quadro chamado de ascite. O ganho rápido de peso, em torno de 1 a 2 quilos em poucos dias sem mudança na dieta, também é indicativo de retenção hídrica, assim como a turgência jugular, que revela maior volume de sangue retornando ao coração.
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Como monitorar a insuficiência cardíaca no dia a dia

Um dos pilares do controle da insuficiência cardíaca é o monitoramento rotineiro de alguns parâmetros simples e objetivos. A medição diária do peso, sempre em horário semelhante e com roupas parecidas, ajuda a identificar oscilações discretas que poderiam passar despercebidas e orientar contato precoce com a equipe de saúde.
Além da balança, a observação de inchaços e da respiração faz diferença para a detecção de piora clínica. Para facilitar esse acompanhamento, muitas pessoas registram medidas e sintomas de forma sistemática, seja em um caderno ou em aplicativos específicos, considerando pontos como:
- Peso diário, anotado em registro simples;
- Verificação do inchaço em pernas, tornozelos e pés;
- Observação do aumento da barriga e do aperto das roupas;
- Atenção à falta de ar em repouso ou em esforços menores do que o habitual.
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Quais medidas ajudam a controlar a insuficiência cardíaca
O tratamento da insuficiência cardíaca combina mudanças no estilo de vida com o uso de medicações específicas, sempre sob orientação médica. O controle rigoroso do sal na alimentação é central, já que o sódio de temperos industrializados, enlatados, embutidos e ultraprocessados favorece a retenção de líquidos e o inchaço.
Outra medida frequente é a restrição de líquidos, definida pelo cardiologista conforme o grau da doença, incluindo água, sucos, refrigerantes, chás, cafés, caldos e sopas. Diuréticos ajudam a eliminar água e sal na urina, enquanto outras classes de fármacos atuam na função cardíaca e circulação, reduzindo a pressão sobre o coração e a mortalidade, desde que o paciente siga corretamente as orientações.
- Reduzir o consumo de sal e alimentos industrializados;
- Seguir o limite diário de líquidos recomendado;
- Tomar todos os remédios nos horários orientados;
- Registrar peso e sintomas em uma rotina fixa;
- Comparecer às consultas de acompanhamento e relatar mudanças recentes.
O acompanhamento contínuo com cardiologista e, quando disponível, com equipe multiprofissional, permite adequar essas medidas à realidade de cada paciente. Dessa forma, a insuficiência cardíaca pode ser monitorada de maneira mais eficaz, reduzindo descompensações e contribuindo para uma rotina mais estável ao longo dos anos.




