As Hemorroidas são parte natural do corpo humano, constituindo pequenas almofadas de tecido e vasos sanguíneos no canal anal, cuja função é auxiliar no controle da saída de fezes e gases. Quando inflamam ou prolapsam, os sintomas podem incluir sangramento, dor e prurido. Essa condição é classificada em graus, de I a IV, conforme a severidade do prolapso, utilizando a classificação de Goligher.
Comuns entre indivíduos de 40 a 60 anos, as hemorroidas estão associadas a fatores como esforço excessivo na evacuação, fezes endurecidas e permanência prolongada no vaso sanitário. A ingestão insuficiente de fibras e eventos como gravidez e pós-parto podem também contribuir para o agravamento do quadro. A consistência das fezes e os hábitos no banheiro desempenham um papel crucial na manifestação e na evolução da condição.
Quais são os sintomas comuns?
O sintoma mais frequente é o sangramento de coloração vermelho vivo durante a evacuação, podendo ser notado no papel higiênico ou no vaso. Outros sinais incluem coceira, desconforto, secreção e sensação de “caroço” que se exterioriza e retorna. A dor intensa não é habitual em hemorroidas internas, mas pode indicar trombose hemorroidária externa, exigindo atenção médica. É importante mencionar que demais doenças intestinais também podem provocar sangramento, tornando essencial uma avaliação médica cuidadosa.

Como se diagnosticam e tratam inicialmente?
O diagnóstico é geralmente realizado em consultório, através de anamnese detalhada, exame físico da região anal e toque retal. Exames complementares, como a colonoscopia, são reservados para quando há sinais de alerta, como anemia ou mudança repentina dos hábitos intestinais. Na maioria dos casos, o tratamento inicial é conservador, priorizando a ingestão adequada de fibras, hidratação e a não retenção das evacuações. Em alguns casos, são prescritos laxativos ou amaciantes de fezes para reduzir os sintomas como sangramento e coceira.
Quando é necessária uma intervenção cirúrgica?
A cirurgia é recomendada principalmente em casos severos ou quando tratamentos não invasivos falham, especialmente nos graus III volumosos e IV. A hemorroidectomia, que pode ser realizada através das técnicas de Milligan-Morgan ou Ferguson, remove o tecido lesionado e corrige o prolapso. Outras opções cirúrgicas, como a cirurgia grampeada ou a hemorroidoplastia a laser, podem ser consideradas, dependendo do caso específico e das preferências do paciente e do cirurgião.
Como é o pós-operatório e a recuperação?
No pós-operatório, protocolos que otimizam o manejo das dores, uso de laxativos e hidratação são fundamentais para uma recuperação confortável. A mobilização precoce e banhos de assento também são recomendados. Procedimentos realizados em consultório, embora menos invasivos, podem requerer repetições devido à maior taxa de recidiva. A hemorroidectomia, por sua vez, oferece controle mais duradouro quando indicada adequadamente.
A prevenção é sempre a melhor abordagem para evitar o desenvolvimento ou agravamento das hemorroidas. A manutenção de hábitos intestinais saudáveis, com a ingestão de fibras e líquidos em quantidades adequadas, assim como a adoção de comportamentos evitam esforço excessivo durante a evacuação, são fundamentais para o bem-estar e qualidade de vida dos pacientes.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271




