Estudos apontam ponto ótimo do exercício: 150 a 300 minutos semanais maximizam benefícios. Volumes acima de 750 minutos intensos elevam riscos cardiovasculares, como arritmias, exigindo periodização e acompanhamento médico.
A ciência do esporte aponta que nem sempre mais treino significa mais saúde. Estudos recentes analisados pela Infobae mostram que o exercício físico tem um ponto ótimo de benefício e que volumes extremos podem gerar riscos cardiovasculares e metabólicos.
Existe um limite saudável para o exercício intenso?
Pesquisas publicadas no Journal of the American College of Cardiology indicam que os benefícios do exercício seguem uma curva em J ou U invertido. O maior ganho ocorre ao sair do sedentarismo para a prática moderada, com impacto positivo direto na longevidade.
Segundo o cardiologista Dr. Paul Thompson, especialista em coração de atletas, o exercício funciona como um medicamento. Em excesso, especialmente acima de 10 a 12 horas semanais de alta intensidade, ele deixa de proteger e pode sobrecarregar o sistema cardiovascular.

Qual é a dose ideal de exercício segundo a cardiologia?
Estudos epidemiológicos e diretrizes de cardiologia mostram que existe uma faixa considerada ideal para maximizar benefícios e minimizar riscos. Esse equilíbrio é destacado por especialistas em medicina esportiva e pode ser compreendido nos pontos a seguir.
- 150 a 300 minutos semanais: faixa associada ao máximo ganho cardiovascular
- 300 a 600 minutos: benefício entra em platô com baixo risco adicional
- Acima de 750 minutos intensos: aumento do risco de arritmias em predispostos
O que acontece com o coração quando o esforço é excessivo?
Em treinos extremos e repetidos, o coração passa por adaptações estruturais. Embora a chamada hipertrofia do atleta seja geralmente benigna, o excesso contínuo pode levar a alterações elétricas e inflamatórias, segundo estudos acompanhando atletas de longa duração.
Dados citados por cardiologistas mostram maior incidência de fibrilação atrial entre atletas de resistência, além de casos de fibrose miocárdica. Maratonistas veteranos também podem apresentar escore de cálcio coronário elevado, embora com placas mais estáveis.

O corpo humano tem um limite de gasto energético?
O antropólogo evolutivo Dr. Herman Pontzer, da Universidade de Duke, demonstrou que o organismo possui um teto de gasto energético sustentável. Esse limite está ligado à capacidade digestiva e imunológica, como observado em estudos metabólicos de longa duração.
- Teto energético sustentável: cerca de 2,5 vezes a taxa metabólica basal
- Excesso prolongado: uso de reservas corporais e maior risco imunológico
- Consequência prática: queda de desempenho e maior suscetibilidade a infecções
Qual é a recomendação final da ciência do exercício em 2026?
As diretrizes atuais não desestimulam o treino intenso, mas defendem a periodização. Alternar estímulos fortes com períodos reais de recuperação reduz riscos e preserva os benefícios cardiovasculares ao longo dos anos.
Segundo a Dra. Fiona Bull, da Organização Mundial da Saúde, o objetivo do exercício deve ser a sustentabilidade ao longo da vida. Para quem treina mais de 10 horas intensas por semana, médicos recomendam ecocardiograma e teste de esforço periódicos.




