As mudanças previstas para 2026 nas relações de trabalho têm chamado a atenção de empregados e empregadores que desejam se preparar com antecedência. Em um cenário de fortes transformações econômicas e tecnológicas, entender como novas regras sobre jornada, salário, teletrabalho e trabalho aos domingos podem impactar contratos, escalas e acordos coletivos virou prioridade para reduzir conflitos e garantir segurança jurídica.
O que muda na jornada de trabalho em 2026
A jornada de trabalho deve ganhar regras mais claras sobre controle de horas, banco de horas e fiscalização de regimes de teletrabalho e trabalho híbrido. A tendência é reforçar o registro confiável do tempo de serviço, com sistemas eletrônicos e aplicativos que evitem a extensão informal da jornada.
As novas normas também devem incentivar a definição de horários de disponibilidade, períodos mínimos de repouso e limites para mensagens e demandas fora do expediente. Acordos coletivos podem prever escalas específicas para setores em turnos, desde que respeitados descanso semanal e intervalos legais.

Como acompanhar oficialmente as mudanças trabalhistas em 2026
Além da legislação, convenções e acordos coletivos vão detalhar como as empresas aplicarão as novas diretrizes, especialmente em setores com escalas especiais. Por isso, é essencial acompanhar comunicados de sindicatos, orientações de RH e canais oficiais do governo para evitar desinformação.
Ao longo de 2026, trabalhadores e empresas podem consultar o Portal Gov.br e a Secretaria de Inspeção do Trabalho, que costumam publicar orientações práticas e perguntas frequentes sobre mudanças normativas: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego.
Quais aspectos da remuneração exigem mais atenção em 2026
Quando o assunto é remuneração, a discussão para 2026 envolve transparência salarial, composição de benefícios e critérios de reajuste, incluindo salário-base e parcelas variáveis. A expectativa é de regras mais claras sobre o que integra a base de cálculo de encargos, férias, 13º e verbas rescisórias.
Alguns componentes do contracheque exigem atenção redobrada, especialmente em um cenário de maior fiscalização e possíveis auditorias sobre folha de pagamento:
- Adicional noturno: incidência sobre trabalho em horários legalmente definidos.
- Horas extras: percentuais mínimos de acréscimo sobre a hora normal.
- Periculosidade e insalubridade: devidos conforme laudo técnico e atividade exercida.
- Prêmios e comissões: necessidade de critérios claros de cálculo e periodicidade.

Para acompanhar parâmetros oficiais sobre salário mínimo, pisos e normas de proteção, é possível consultar a Casa Civil e o Planalto, que divulgam leis e medidas provisórias: https://www.planalto.gov.br.
Quais são os principais direitos no trabalho aos domingos em 2026
O trabalho aos domingos segue como tema sensível em comércio, serviços, saúde e transporte, exigindo equilíbrio entre funcionamento contínuo e descanso semanal remunerado. As discussões recentes apontam para maior rigor na concessão de folgas compensatórias e na organização das escalas.
Alguns pontos serão centrais para evitar irregularidades na jornada dominical ao longo de 2026:
- Escalas de revezamento: devem garantir folgas em domingos alternados ou como previsto em convenção coletiva.
- Adicional em domingos e feriados: pagamento em dobro ou percentual extra quando não houver compensação adequada.
- Autorizações normativas: observância de portarias e regulamentos específicos para determinados ramos.
Para dúvidas sobre escalas, folgas e pagamento em domingos e feriados, é possível consultar os serviços digitais do Ministério do Trabalho e Emprego: https://www.gov.br/pt-br/servicos?setor=trabalho-e-previdencia
No vídeo abaixo o Paulo Paradela Hermes – Advogado Trabalhista que faz sucesso em seu perfil do Instagram, explica essas mudanças para 2026:
Como se preparar agora para as novas regras trabalhistas de 2026
Chegar a 2026 preparado exige organização de documentos (contratos, aditivos, holerites, comunicados internos) e participação ativa em reuniões e assembleias sindicais. Acompanhar interpretações da categoria e orientações de departamentos jurídicos e de recursos humanos ajuda a ajustar rotinas antes que os impactos sejam sentidos no bolso.
Busque informações em fontes oficiais, como Ministério do Trabalho e Emprego, Diário Oficial da União, STF e TST, e não espere a mudança chegar para agir. Revise seus contratos, questione seu sindicato e alinhe-se com o RH da sua empresa agora: quem se antecipa evita perdas de direitos, reduz conflitos e entra em 2026 em vantagem clara na proteção das relações de trabalho.




