Em 2026, a aposentadoria ficou mais rígida: regra de pontos exige 93 para mulheres e 103 para homens, idade mínima progressiva passou para 59 anos e 6 meses (mulheres) e 64 anos e 6 meses (homens). O cálculo segue média desde 1994 com percentual mínimo de 60%.
As regras da aposentadoria 2026 ficaram mais rígidas com os ajustes automáticos previstos na Reforma da Previdência. Quem pretende encerrar a vida profissional neste ano precisa entender como idade, tempo de contribuição e pontuação foram alterados.
O que mudou nas regras de aposentadoria para 2026?
As normas de transição da Reforma da Previdência avançam ano a ano e, em 2026, exigem critérios mais elevados. O objetivo do governo é adequar o sistema ao envelhecimento da população e conter o crescimento das despesas previdenciárias.
Esses ajustes atingem principalmente quem está próximo de se aposentar pelo INSS. As principais mudanças envolvem aumento de pontos, elevação gradual da idade mínima e impacto direto no planejamento financeiro do trabalhador.

Como funciona a regra de pontos em 2026?
Na regra de pontos, soma-se idade e tempo de contribuição para alcançar o mínimo exigido. Em 2026, a pontuação subiu mais um ponto, tornando o acesso ao benefício mais seletivo, conforme os critérios abaixo.
- Mulheres: necessidade de 93 pontos, mantendo 30 anos de contribuição.
- Homens: exigência de 103 pontos, com no mínimo 35 anos contribuídos.
Qual é a idade mínima progressiva exigida agora?
Para quem não alcança a pontuação, a idade mínima progressiva é a alternativa. Em 2026, essa idade avançou seis meses, acompanhando o cronograma definido na Emenda Constitucional 103.
Com isso, mulheres precisam ter 59 anos e 6 meses, enquanto homens devem atingir 64 anos e 6 meses, sempre respeitando o tempo mínimo de contribuição exigido pelo INSS.

Como calcular o valor da aposentadoria em 2026?
Além de saber quando se aposentar, é essencial entender quanto será recebido. O cálculo segue a média de todos os salários desde 1994 e aplica um percentual progressivo conforme o tempo de contribuição, usando a fórmula V = 0,60 + 0,02 × (T − Tmín), em que V é o percentual da média, T o tempo total contribuído e Tmín o mínimo exigido, como detalhado a seguir.
- Base do cálculo: percentual inicial de 60% da média salarial.
- Adicional por tempo: acréscimo de 2% por ano acima do mínimo exigido.
- Valor integral: necessidade de 35 anos para mulheres e 40 anos para homens.
Com o salário mínimo em R$ 1.621 e o teto do INSS estimado em torno de R$ 8.100, especialistas recomendam simular cenários no Meu INSS. Aguardar alguns meses pode garantir uma renda vitalícia maior e mais segurança financeira no futuro.




