Caçadora de tempestades atua há mais de 25 anos monitorando tornados no centro dos EUA. A atividade envolve análise meteorológica, definição de rotas seguras e registro técnico de sistemas com ventos entre 60 km/h e 300 km/h, exigindo preparo e respeito aos riscos.
Enquanto a maioria foge de tempestades severas, uma mulher decidiu fazer o caminho oposto. A caçadora de tempestades transformou tornados em profissão, acompanha sistemas extremos há décadas e atua em regiões onde rajadas podem variar de 60 km/h a impressionantes 300 km/h.
Como alguém transforma tornados em rotina de trabalho?
Para Melanie Metz, enxergar um tornado no horizonte não aciona alerta de fuga, mas de análise. Ela atua no universo do storm chasing, atividade que exige leitura meteorológica avançada, planejamento de rota e atenção constante aos riscos envolvidos.
A prática deixou de ser apenas observação extrema e se tornou carreira. Hoje, o trabalho reúne registro científico, fotografia profissional e experiências guiadas, sempre com foco em entender o comportamento das tempestades sem ignorar os limites impostos pela natureza.

O que uma caçadora de tempestades realmente faz no dia a dia?
A rotina começa muito antes de qualquer nuvem escura surgir no horizonte. Monitorar dados meteorológicos, analisar modelos climáticos e definir áreas seguras de observação fazem parte do processo. Entre as principais tarefas realizadas durante uma perseguição, estão as que você vê a seguir.
- Monitoramento atmosférico: análise de supercélulas e padrões de instabilidade
- Escolha de rotas seguras: deslocamento estratégico para pontos de observação
- Registro visual técnico: captação de fotos e vídeos sem perder controle do risco
Por que o centro dos Estados Unidos concentra tantos tornados?
A chamada Tornado Alley é conhecida pela recorrência de tempestades violentas ao longo do ano. O encontro entre ar quente e úmido vindo do Golfo e massas frias do norte cria instabilidade propícia à formação de supercélulas.
Esse cenário transforma o centro dos Estados Unidos em um corredor natural de tornados. Para pesquisadores e fotógrafos climáticos, é um laboratório a céu aberto. Para moradores, representa risco constante e a necessidade de sistemas avançados de alerta.

Como uma carreira de 25 anos mudou a forma de ver tempestades?
O interesse de Melanie começou ainda na infância e se consolidou ao longo de mais de 25 anos na estrada. Com formação científica e estudos em meteorologia e fotografia, ela desenvolveu um olhar técnico aliado a uma estética marcante.
- Experiência acadêmica: base científica aplicada à leitura do clima severo
- Atuação educativa: mentorias e tours voltados ao aprendizado seguro
- Visibilidade feminina: impacto do projeto Twister Sisters na área
Quais riscos reais marcaram a história da caça a tornados?
Apesar do preparo, o perigo é permanente. Um dos episódios mais emblemáticos foi o tornado de El Reno, registrado em 2013, que atingiu 4,18 km de diâmetro e entrou para a história como o maior já medido.
O evento terminou em tragédia, com mortes inclusive entre caçadores experientes. O caso reforçou que, mesmo com conhecimento técnico, tornados não são espetáculos, mas fenômenos extremos que exigem respeito, limites e decisões responsáveis.


