A partir de janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5.000 por mês fica totalmente isento do Imposto de Renda. Há descontos progressivos até R$ 7.350, economia anual de até R$ 4.356 e impacto estimado de R$ 28 bilhões na economia.
Entrou em vigor em janeiro de 2026 a nova regra do Imposto de Renda que isenta totalmente quem recebe até R$ 5.000 por mês. A mudança histórica também criou descontos progressivos até R$ 7.350, beneficiando milhões de trabalhadores diretamente no contracheque.
O que muda na isenção do Imposto de Renda a partir de 2026?
A nova lei ampliou de forma inédita a faixa de isenção do IR, que passou de pouco mais de R$ 3 mil para R$ 5 mil mensais. Com isso, trabalhadores dentro desse limite deixam de sofrer qualquer desconto de imposto na folha de pagamento.
Segundo estimativas oficiais, cerca de 15 milhões de brasileiros deixam de pagar Imposto de Renda já em 2026. A medida corrige uma defasagem histórica da tabela, que vinha reduzindo o poder de compra dos salários ao longo dos anos.

Como funciona o desconto para quem ganha até R$ 7.350?
Para rendimentos acima de R$ 5.000, a nova tabela criou um mecanismo de desconto progressivo. O imposto não zera, mas cai de forma gradual conforme o salário se aproxima do teto de R$ 7.350, como ocorre nos exemplos abaixo.
- Salário de R$ 5.500 tem redução de quase 75% no IR mensal
- Rendimentos intermediários sofrem desconto parcial decrescente
- Acima de R$ 7.350, volta a valer a tabela progressiva tradicional
Quanto o trabalhador pode economizar por ano com a nova regra?
A Receita Federal estima que a economia anual para quem entrou na isenção total pode chegar a R$ 4.356,89. O cálculo considera os doze salários mensais e também o impacto direto sobre o 13º salário.
Esse dinheiro extra no bolso tende a fortalecer o consumo. O governo projeta uma injeção de R$ 28 bilhões na economia em 2026, impulsionando setores como varejo, serviços e comércio local.

Quem paga a conta da nova isenção do Imposto de Renda?
Para equilibrar as contas públicas, a reforma alterou a tributação das rendas mais altas. Pessoas físicas com ganhos acima de R$ 600 mil por ano passaram a se enquadrar em uma alíquota mínima efetiva, além de outras mudanças relevantes.
- Rendimentos elevados passam a ter tributação mínima de até 10%
- Lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais entram na base de cálculo
- A medida busca ampliar a justiça tributária sem afetar a classe média
Essa nova regra já vale para a declaração do Imposto de Renda?
Não. A declaração feita em 2026, referente aos rendimentos de 2025, segue as regras antigas. O benefício da isenção até R$ 5 mil aparece no contracheque a partir de janeiro de 2026 e só será ajustado na declaração de 2027.
O contribuinte deve ficar atento se possuir duas fontes de renda. A soma dos valores pode ultrapassar o limite de isenção, gerando imposto a pagar no ajuste anual, mesmo com a nova regra em vigor.




