Um falso banco digital atraiu investidores com promessas de alto retorno e tecnologia, mas causou rombo superior a R$ 1 bilhão. A PF bloqueou bens, realizou buscas e procura o principal suspeito, que fugiu do país.
Um suposto banco digital prometeu ganhos altos, baixo risco e tecnologia avançada, mas terminou em um rombo bilionário. A fraude mobilizou a Polícia Federal, resultou em bloqueio de bens e levou o principal articulador do esquema a fugir do Brasil.
Como um banco digital inexistente atraiu investidores?
A investigação aponta que o grupo criou empresas que se apresentavam como fintechs modernas, com linguagem técnica, sites profissionais e promessas de rentabilidade fixa acima do mercado. O discurso de inovação e segurança convenceu investidores de várias regiões do país.
Os contratos ofereciam lucros mensais previsíveis e risco reduzido, alegando uso de inteligência artificial para operar ativos financeiros. Na prática, nenhuma das empresas possuía autorização para atuar como instituição financeira ou ofertar investimentos.

Quais indícios revelaram que o esquema era fraudulento?
As apurações mostraram que não existia lastro financeiro compatível com os valores captados. O dinheiro não era investido como prometido, e o funcionamento se sustentava em aportes constantes de novos participantes, como evidenciam os pontos a seguir.
- Ausência de autorização: empresas sem registro nos órgãos reguladores.
- Pagamentos iniciais: retornos pontuais usados para atrair novos investidores.
- Colapso do sistema: interrupção dos pagamentos quando a entrada de recursos caiu.
O que a Polícia Federal descobriu na Operação Mors Futuri?
A operação foi deflagrada em dezembro de 2025 em Curitiba, com o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. A movimentação financeira investigada ultrapassa R$ 1 bilhão, envolvendo pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 66 milhões em ativos, incluindo imóveis e veículos de luxo. O objetivo é preservar parte do patrimônio para eventual ressarcimento das vítimas.

Por que o principal suspeito passou a ser procurado no exterior?
Segundo a investigação, o articulador central do esquema deixou o país dias antes da suspensão dos pagamentos. Há indícios de que ele transferiu cerca de R$ 10 milhões para contas sob seu controle pouco antes da fuga.
- Prisão preventiva: decretada pela Justiça Federal.
- Difusão Vermelha: inclusão do nome em alerta internacional.
- Rastreamento financeiro: tentativas de localizar recursos ainda ocultos.
Como investidores podem se proteger de fraudes semelhantes?
Especialistas alertam que propostas com lucro garantido, risco mínimo e retorno muito acima da média devem ser vistas com desconfiança. A falta de registro oficial já é, por si só, um sinal grave de irregularidade.
A orientação é sempre verificar autorizações, evitar decisões apressadas e desconfiar de discursos de “oportunidade única”. Informação, educação financeira e checagem prévia continuam sendo as principais defesas contra golpes travestidos de inovação.



