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O brilho das pedras da Muralha de Ferro de Paraúna conta a história da terra de um jeito único

Daniely Cardoso Por Daniely Cardoso
07/04/2026
Em Bem Estar, Curiosidades
muralha

Essa “parede” tem cerca de 15 quilômetros de extensão e é composta principalmente por basalto

Imagine dirigir por uma estrada de terra no interior de Goiás e, de repente, se deparar com uma enorme parede rochosa de pedras escuras cortando a paisagem do Cerrado goiano. De longe, parece um muro construído por alguma civilização antiga, mas, ao chegar perto, fica a dúvida: será que isso é mesmo natural? 

O que é a Muralha de Ferro de Paraúna e por que ela chama tanta atenção

A Muralha de Ferro de Paraúna fica no município de Paraúna (GO), em Goiás, dentro de uma unidade de conservação com trilhas, mirantes e outras formações rochosas. Vista do chão ou por imagens aéreas detalhadas, ela parece um muro contínuo, formado por blocos de rocha escura alinhados por vários quilômetros em meio ao Cerrado.

Essa “parede” tem cerca de 15 quilômetros de extensão e é composta principalmente por basalto, uma rocha escura que, em alguns pontos, brilha ao sol. A aparência organizada dos blocos, sempre em fileiras relativamente regulares, alimentou muitas teorias ao longo do tempo, desde supostas obras antigas até explicações ligadas a mistérios e lendas locais.

paraúna go
Essa “parede” tem cerca de 15 quilômetros de extensão e é composta principalmente por basalto

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Como o basalto e a antiga atividade vulcânica explicam a muralha

Apesar do nome “Muralha de Ferro de Paraúna”, o que existe ali são rochas basálticas formadas por antigas lavas ricas em ferro e magnésio. Essas lavas fizeram parte da Província Magmática Paraná, uma enorme área de derrames vulcânicos que cobriu regiões do sul e parte do centro do Brasil há milhões de anos.

Quando o magma chegou à superfície e se espalhou, resfriou relativamente rápido, gerando fraturas e planos de ruptura. Com o passar de um tempo muito longo, a erosão natural foi destacando blocos de tamanho semelhante, dando o aspecto de parede construída. O brilho e a cor escura ajudaram a popularizar o termo “ferro”, embora a rocha seja principalmente basáltica.

Como a Muralha de Ferro de Paraúna se formou ao longo de milhões de anos

Os estudos indicam que a origem da Muralha de Ferro está ligada à fragmentação do supercontinente Gondwana, há cerca de 130 a 135 milhões de anos. Nessa época, grandes volumes de magma subiram pela crosta e extravasaram na superfície, formando sucessivas camadas de lava que hoje aparecem como blocos e paredões íngremes.

A formação da muralha resulta da combinação de vários processos naturais que atuaram em diferentes momentos geológicos e explicam por que a estrutura se mantém tão marcante na paisagem:

  • Extravasamento de lava basáltica, cobrindo extensas áreas com camadas espessas de rocha.
  • Resfriamento e contração, que criaram fraturas e juntas paralelas e perpendiculares.
  • Intrusão de magma nas fraturas, originando diques de diabásio que “costuram” o maciço.
  • Erosão diferencial, removendo partes mais frágeis e preservando blocos mais resistentes.
  • Intemperismo químico e físico, arredondando cantos e reforçando o aspecto de fileiras rochosas.

Para você que gosta de curiosidades, separamos um vídeo do canal PINGO REACTS com mais sobre essa muralha:

O material escuro entre os blocos é cimento, óleo ou rocha natural

Por muito tempo, moradores relataram a presença de um material escuro entre os blocos, que muitos imaginavam ser um tipo de “cimento” aplicado por alguém no passado, ou até óleo de origem animal. Essas histórias ajudaram a alimentar o imaginário popular, dando um tom de mistério à muralha.

As análises geológicas mostram, porém, que esse material escuro é um dique de diabásio, ou seja, magma que penetrou nas fraturas do basalto e solidificou ali. Em outras palavras, não é argamassa nem resina, mas uma rocha ígnea de grãos muito finos, parecida com o próprio basalto, funcionando como uma costura natural gerada pelo mesmo evento magmático.

Qual é a importância da Muralha de Ferro de Paraúna para turismo e educação

Além do valor geológico, a Muralha de Ferro de Paraúna se tornou um destino de turismo de natureza e turismo científico no interior de Goiás. A área de proteção ambiental e o parque estadual oferecem trilhas, mirantes e pontos de observação que permitem entender melhor a muralha e o Cerrado ao redor, com apoio de guias locais e ações de educação ambiental.

Durante a visita, é comum que as pessoas misturem contemplação da paisagem, curiosidade científica e contato com as histórias da região, o que torna o passeio marcante tanto para leigos quanto para quem já tem interesse por geologia.

Tags: formações rochosasmistérios do Cerradoturismo em Goiás

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