O abono salarial PIS/Pasep pago em 2025 precisa ser informado na declaração do Imposto de Renda 2026 por milhões de trabalhadores brasileiros. Mesmo sendo um rendimento isento e não tributável, a Receita Federal exige que o valor seja declarado por quem se enquadra nas regras de obrigatoriedade, e saber como lançar corretamente o benefício no IRPF 2026 é essencial para evitar problemas com o Fisco.
O que é o abono salarial PIS/Pasep e quem deve declarar
O abono salarial PIS/Pasep é um benefício anual pago a trabalhadores que cumprem requisitos mínimos de tempo de serviço e remuneração. Em 2025, mais de 25 milhões de pessoas receberam o PIS ou o Pasep, somando dezenas de bilhões de reais em pagamentos.
Quem está obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 deve incluir o valor do abono recebido em 2025 como rendimento isento e não tributável. Entram nessa regra contribuintes com rendimentos tributáveis ou isentos acima dos limites estabelecidos pela Receita, como salários, aposentadorias, indenizações e o próprio abono salarial.

Como declarar o PIS/Pasep no IRPF 2026 passo a passo
Para lançar o abono salarial na declaração do IRPF 2026, é preciso usar a ficha correta do programa ou aplicativo da Receita Federal. O valor não entra como salário tributável, pois não sofre retenção de IR na fonte, devendo ser informado como rendimento isento e não tributável.
Veja um passo a passo simples para preencher o PIS/Pasep na declaração sem erros:
- Acessar o programa ou app do IRPF 2026 com os dados do contribuinte.
- Localizar a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.
- Selecionar o código referente a “Outros” rendimentos isentos compatíveis com o abono.
- Informar o CNPJ e o nome da fonte pagadora:
- Caixa Econômica Federal, para pagamentos de PIS.
- Banco do Brasil, para pagamentos de Pasep.
- Digitar o valor total do abono recebido em 2025, conforme informe de rendimentos ou extrato bancário.
- Salvar as informações e conferir se não há duplicidade de lançamentos.
Quais são as diferenças entre PIS e Pasep
Embora muitas vezes apareçam juntos, PIS e Pasep possuem diferenças importantes. O PIS é voltado a empregados da iniciativa privada com carteira assinada, enquanto o Pasep atende servidores públicos e trabalhadores de empresas estatais, cada um administrado por uma instituição financeira específica.
Para ter direito ao abono salarial no calendário atual, o trabalhador precisa cumprir alguns critérios mínimos de tempo de serviço, remuneração e cadastro ativo, todos sujeitos a atualização anual pelos órgãos responsáveis.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Os Três Contadores falando sobre as mudanças no Imposto de Renda para 2026 e como você pode fazer a declaração em casa.
Quais são os requisitos para receber o abono salarial
Os requisitos para receber o abono salarial PIS/Pasep garantem que o benefício seja direcionado a quem realmente se enquadra nas regras de renda e tempo de trabalho. Antes de declarar no IRPF, é importante entender se você atendeu a essas condições no ano-base.
- Ter trabalhado com vínculo formal por pelo menos 30 dias no ano-base, consecutivos ou não.
- Receber remuneração média mensal dentro do limite estabelecido em norma federal.
- Estar inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos.
- Constar corretamente na RAIS ou no eSocial, conforme o tipo de vínculo.
Por que informar o PIS/Pasep no IRPF 2026 é tão importante
Mesmo isento, o abono salarial PIS/Pasep é relevante para o controle fiscal da Receita Federal, que cruza dados com bancos, empregadores e órgãos públicos. Preencher corretamente o CNPJ da Caixa ou do Banco do Brasil e conferir os valores com extratos reduz o risco de cair na malha fina por divergências simples.
Se perceber algum erro após o envio, ainda é possível retificar a declaração do IRPF 2026 e ajustar o lançamento do abono como rendimento isento. Não deixe para depois: organize seus documentos, consulte seus extratos e faça a declaração completa o quanto antes para proteger sua restituição e evitar dores de cabeça com o Fisco.




