O reajuste do salário mínimo regional em Santa Catarina para 2026 já está valendo de forma retroativa a 1º de janeiro e impacta diretamente a renda de milhares de trabalhadores que não possuem piso em convenções coletivas ou leis federais específicas, exigindo atenção redobrada de empresas e empregados na revisão de acordos, folhas de pagamento e planejamento financeiro em todo o Estado.
O que é o salário mínimo regional em Santa Catarina e como ele funciona
O salário mínimo regional de Santa Catarina é um piso estadual definido anualmente em negociação entre representantes de trabalhadores e empregadores. Ele não substitui o salário mínimo nacional, mas o complementa ao estabelecer valores mais altos para quem atua no Estado e não tem piso próprio em convenções coletivas.
Esse modelo, adotado em poucos Estados brasileiros, abrange setores como agricultura, comércio, serviços, indústria e trabalho doméstico. Em 2026, o reajuste médio ficou em torno de 6,49%, acima da inflação de alguns períodos recentes, afetando o poder de compra dos trabalhadores e os custos da folha salarial das empresas.

Quais são os valores do salário mínimo regional em SC em 2026
Para 2026, o salário mínimo regional em SC foi organizado em quatro faixas, de acordo com o ramo de atividade. Esses valores ficaram entre 13,6% e 29,9% acima do salário mínimo nacional vigente, de R$ 1.621, mantendo o padrão catarinense de piso mais elevado para diversas categorias.
Veja como ficaram as faixas do piso regional catarinense em 2026, que podem servir de referência para reajustes salariais, cálculos de benefícios e conferência de valores pagos na folha:
- 1ª faixa: R$ 1.842
- 2ª faixa: R$ 1.980
- 3ª faixa: R$ 2.022
- 4ª faixa: R$ 2.106
Quem tem direito ao novo piso regional catarinense em 2026
O direito ao piso regional catarinense depende da categoria profissional e da inexistência de piso mais alto definido em acordo ou convenção coletiva. Na 1ª faixa (R$ 1.842) estão trabalhadores da agricultura e pecuária, indústrias extrativistas, pesca e aquicultura, empregados domésticos, construção civil, indústrias de instrumentos musicais e brinquedos, estabelecimentos hípicos, motociclistas e motoboys que não atuam como motoristas.
Na 2ª faixa (R$ 1.980) entram funcionários das indústrias do vestuário, calçados, fiação e tecelagem, artefatos de couro, papel, papelão e cortiça, além do setor de mobiliário, distribuidores e vendedores de jornais e revistas, profissionais de empresas de comunicação e trabalhadores de telemarketing com contratos registrados no Estado.

Quais categorias estão nas faixas 3 e 4 do piso regional em Santa Catarina
A 3ª faixa (R$ 2.022) contempla empregados das indústrias químicas, farmacêuticas, cinematográficas e de alimentação, além de trabalhadores do comércio em geral e agentes autônomos do comércio celetistas. Já a 4ª faixa (R$ 2.106) inclui profissionais de indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico, gráficas, de vidro e cerâmica, artefatos de borracha e joalheria.
Também fazem parte da 4ª faixa trabalhadores de seguros, condomínios, turismo, hotelaria e hospitalidade, auxiliares de administração escolar, processamento de dados, motoristas e profissionais da área da saúde. Para quem está nessas áreas, o novo piso altera diretamente a base de cálculo de férias, 13º salário, adicionais, horas extras e verbas rescisórias.
Como o reajuste impacta trabalhadores e empresas em Santa Catarina em 2026
O aumento do piso regional em Santa Catarina eleva a renda de famílias com salários próximos ao mínimo e busca alinhar a remuneração ao custo de vida local. Para as empresas, há acréscimo na folha de pagamento, necessidade de revisar contratos, sistemas de RH e possíveis acertos retroativos desde 1º de janeiro de 2026, sob risco de passivos trabalhistas e penalidades em fiscalizações.
Este é o momento de agir: trabalhadores devem conferir imediatamente sua faixa de enquadramento e o valor recebido, enquanto empresas precisam ajustar seus cálculos para garantir o cumprimento da legislação estadual. Não espere uma reclamação ou ação judicial — revise agora salários, benefícios e documentos trabalhistas para evitar prejuízos e assegurar o respeito ao novo salário mínimo regional em SC.




