Motociclistas que circulam pelo Peru passaram a lidar, desde 2026, com uma regra bem mais rígida em determinadas regiões do país. Em áreas específicas, levar alguém na garupa da moto pode resultar em multa que chega ao equivalente a R$ 2.100, valor considerado alto para os padrões locais. A medida integra um pacote de ações de segurança pública para combater crimes praticados com o uso de motocicletas, especialmente nos grandes centros urbanos.
O que muda na regra para motociclistas e garupa no Peru
Essa norma atinge diretamente quem utiliza moto como meio de transporte diário ou ferramenta de trabalho. A regulamentação peruana permite que governos locais estabeleçam áreas em que o transporte de passageiro na garupa é temporariamente proibido, obrigando o condutor a circular sozinho nesses trechos.
A proibição em determinadas zonas de Lima e Callao tem como base legal o Decreto Supremo nº 002-2026-MTC, publicado pelo Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC). A medida vale durante o período de emergência em segurança pública e pode ser ampliada ou ajustada conforme os índices de criminalidade.

Qual é o valor da multa e como funciona a fiscalização
O valor da multa é de 1.320 sóis, equivalente a aproximadamente R$ 2.100, com pequenas variações conforme a taxa de câmbio usada pela autoridade de trânsito local. Além da penalidade financeira, o condutor pode ter o veículo retido para regularização, o que impacta diretamente quem depende da moto para trabalhar.
A intenção do governo é criar um forte desestímulo ao uso da garupa em contextos associados a furtos, assaltos rápidos e outras ações coordenadas. A fiscalização é feita por policiais e agentes de trânsito posicionados em pontos estratégicos, com apoio de câmeras e operações pontuais em horários de maior incidência de delitos.
Onde os motociclistas estão proibidos de levar garupa no Peru
A proibição não é válida em todo o território peruano. Ela se concentra em áreas metropolitanas com maior registro de crimes cometidos com motos, principalmente em Lima e Callao, onde são definidos perímetros e horários em que a circulação com passageiro é restringida.
Na prática, um mesmo motociclista pode trafegar com garupa em um bairro e, poucos quilômetros adiante, ser impedido de fazer o mesmo, dependendo da sinalização e das normas em vigor. Para facilitar o entendimento, vale destacar os principais pontos de atenção:
- Regra concentrada em áreas de maior criminalidade urbana.
- Aplicação mais intensa em Lima e Callao, com foco em vias de grande fluxo.
- Fiscalização reforçada em corredores viários estratégicos e zonas sensíveis.

Por que os motociclistas se tornaram foco das medidas de segurança
A escolha de direcionar a norma aos motociclistas está ligada à forma como muitos crimes são praticados. Em grande parte dos casos, há uma dupla: o condutor, responsável pela fuga rápida, e o passageiro, encarregado da abordagem e subtração de bens em movimento.
Ao restringir a presença de garupa em regiões específicas, as autoridades buscam reduzir a mobilidade dessas duplas e facilitar o trabalho policial. Um suspeito sozinho na moto é mais simples de identificar, e a ausência de passageiro diminui a capacidade de ataque, reforçando o caráter preventivo da medida contra delitos urbanos.
O que brasileiros e demais motociclistas devem fazer para evitar multas
Mesmo não fazendo parte da legislação de trânsito do Brasil, a regra vale integralmente para motociclistas brasileiros e estrangeiros que circulam pelo Peru, seja com moto própria ou alugada. O desconhecimento da lei não afasta multa, sanções administrativas ou retenção do veículo.
Se você pretende viajar, trabalhar ou transitar de moto em cidades como Lima e Callao, precisa agir agora: planeje rotas, evite levar garupa em áreas de risco e acompanhe constantemente comunicados oficiais e sinalizações de trânsito. Ignorar essas exigências pode significar perder dinheiro, tempo e, em casos extremos, até a própria ferramenta de trabalho — informe-se antes de sair rodando e adapte sua rotina imediatamente.




