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A 150 km da capital, essa cidade com quase 300 anos de história tem ruas calçadas de pedra e mais de 80 quedas d’água

Vitor Bruno Por Vitor Bruno
20/03/2026
Em Cidades
A 150 km da capital, essa cidade com quase 300 anos de história tem ruas calçadas de pedra e mais de 80 quedas d'água

Pirenópolis, cidade do interior Goiás // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons

Aos pés da Serra dos Pireneus, onde as águas se dividem entre duas das maiores bacias do continente, Pirenópolis conserva casarões do século XVIII sobre ruas de quartzito e mantém viva uma festa com mais de 200 anos. A cidade de 24 mil habitantes foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1990 e reúne um dos acervos patrimoniais mais relevantes do Brasil Central, a 150 km de Brasília e 120 km de Goiânia.

Por que Pirenópolis leva o nome de uma cordilheira europeia?

O município nasceu em 1727 como Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte, acampamento de garimpeiros liderados pelo bandeirante Manoel Rodrigues Tomás. O ouro trouxe riqueza rápida e declínio igualmente veloz. Quando a mineração entrou em crise na segunda metade do século XVIII, a cidade se reinventou com algodão, pecuária e comércio. Entre 1830 e 1834, Pirenópolis sediou o Matutino Meia Pontense, o primeiro jornal impresso do estado de Goiás.

Em 1890, o nome oficial mudou para Pirenópolis, em homenagem à serra que cerca a cidade. A serra, por sua vez, foi batizada em referência à cadeia de montanhas que separa a França da Espanha. O isolamento dos séculos seguintes acabou protegendo o traçado colonial: casarões, igrejas e ruas de pedra chegaram quase intactos ao século XXI.

A 150 km da capital, essa cidade com quase 300 anos de história tem ruas calçadas de pedra e mais de 80 quedas d'água
Pirenópolis, cidade do interior Goiás // Créditos: depositphotos.com / AngelaMacario

A festa bicentenária que é patrimônio cultural do Brasil

A Festa do Divino Espírito Santo acontece em Pirenópolis desde 1819, sempre 50 dias após a Páscoa. Durante quase 30 dias, a cidade vive novenas, folias, alvoradas e apresentações folclóricas que envolvem zona rural e urbana. Em 2010, o IPHAN inscreveu a celebração no Livro de Registro das Celebrações como Patrimônio Cultural do Brasil.

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Dentro da Festa do Divino, as Cavalhadas são o ponto alto. Desde 1826, cavaleiros caracterizados como mouros e cristãos simulam batalhas no Cavalhódromo durante três dias. A encenação é considerada uma das mais significativas do país. Outra tradição são os Mascarados (ou Curucucus): cavaleiros com roupas coloridas e máscaras artesanais tomam as ruas ao som de polaques pendurados nos pescoços dos cavalos.

A 150 km da capital, essa cidade com quase 300 anos de história tem ruas calçadas de pedra e mais de 80 quedas d'água
Pirenópolis, Goiás // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons

Leia também: Uma antiga vila de pescadores a 6 horas de BH que combina praias paradisíacas, reconhecimento internacional e águas cristalinas como o Caribe

O que fazer entre cachoeiras e casarões coloniais?

Pirenópolis concentra dezenas de cachoeiras acessíveis por trilhas e estradas rurais, além de um centro histórico compacto e bem conservado. Conforme informações do Portal de Turismo de Pirenópolis, estes são os principais atrativos:

  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário: construída entre 1728 e 1732, é o mais antigo edifício religioso de todo o Centro-Oeste. Foi projetada para que o sol ilumine sua fachada em qualquer hora do dia.
  • Cachoeira do Abade: queda de aproximadamente 15 metros cercada por paredões rochosos e mata de galeria. Uma das mais procuradas da região.
  • Cachoeira Meia-Lua e Usina Velha: complexo próximo ao centro com piscinas naturais e quedas escalonadas. Ideal para famílias.
  • Santuário Vagafogo: reserva particular com trilhas em mata preservada e nascentes de água cristalina, a 6 km do centro.
  • Pico dos Pireneus: a 1.385 metros de altitude, dentro do Parque Estadual da Serra dos Pireneus (criado em 1987). Do topo, é possível avistar Brasília, Goiânia e Anápolis. Entrada gratuita.
  • Cachoeiras dos Dragões: oito quedas d’água ao lado do Mosteiro Zen Budista Eisho-Ji, a 40 km do centro. O passeio é conduzido em silêncio.
  • Fazenda Babilônia: tombada pelo IPHAN em 1965, o antigo engenho do início do século XIX preserva casa-grande, capela e engenho de açúcar. Visitas guiadas com degustação de produtos regionais.
  • Rua do Lazer: rua fechada para veículos no centro histórico, com restaurantes, bares e lojas de artesanato em pedra de quartzo.

Quem deseja explorar o coração de Goiás, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rolê Família, que conta com mais de 105 mil visualizações, onde Bruno mostra as cachoeiras, a Cidade de Pedra e o centro histórico de Pirenópolis:

Quando as cachoeiras estão cheias e o clima mais ameno?

Pirenópolis tem clima tropical com duas estações bem definidas. O período seco (maio a setembro) é o mais procurado, com trilhas em boas condições e temperaturas agradáveis. A estação chuvosa (outubro a abril) deixa as cachoeiras mais volumosas e a vegetação do cerrado mais verde:

🌧️Período Chuvoso
Outubro – Abril
19°C a 31°C
O calor do centro-oeste vem sempre muito bem acompanhado por tempestades diárias que lavam a alma! A recompensa dessa época é encontrar a vegetação do cerrado verdíssima e as cachoeiras extremamente volumosas. Nunca faça trilhas fluviais em dias de temporal por conta das perigosas trombas d’água.
💧 Chuva Alta / Atenção
☀️Período Seco
Maio – Setembro
13°C a 28°C
É a época favorita dos visitantes em “Piri”! A ausência de chuvas garante estradas de terra firmes, trilhas impecáveis e noites estupidamente refrescantes. Roteiro imperdível: as majestosas Cavalhadas (maio/junho) e o espetáculo do pôr do sol no alto do Pico dos Pireneus.
⭐ Cavalhadas / Alta Temp.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à cidade colonial do cerrado goiano?

De Goiânia, são 120 km pela BR-153 até o trevo de Anápolis, seguindo pela BR-414 até Pirenópolis. De Brasília, o trajeto tem cerca de 150 km pela BR-070, passando por Cocalzinho de Goiás e acessando a GO-225. Os dois percursos levam aproximadamente 2 horas em estrada asfaltada. O aeroporto mais próximo é o Santa Genoveva, em Goiânia. Dentro da cidade, as atrações naturais ficam espalhadas pela zona rural, e o carro é essencial.

A cidade que guardou três séculos sem perder o compasso

Pirenópolis é rara por conseguir equilibrar patrimônio colonial, natureza de cerrado e tradições que nunca foram interrompidas. A Festa do Divino completa mais de dois séculos sem falhar um ano sequer, as ruas de pedra seguem levando aos mesmos casarões, e as cachoeiras continuam caindo nos mesmos poços de água verde que os garimpeiros conheceram.

Se você busca um destino onde a história se vive e não apenas se visita, Pirenópolis espera com seus cavaleiros mascarados, suas igrejas iluminadas pelo sol e o silêncio das trilhas ao entardecer na serra.

Tags: cidadesGoiásPirenópolis

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