Em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, em 2026, uma aposentada de 68 anos passou a lidar com um problema cada vez mais comum nas casas brasileiras: o aumento de mosquitos em períodos de calor intenso e chuva irregular. Preocupada com os efeitos da exposição constante a produtos químicos, especialmente em crianças, Maria Helena, ex-professora de biologia, decidiu transformar sua varanda em um espaço de convivência mais saudável, buscando alternativas naturais para afastar mosquitos sem prejudicar a saúde da família.
Quem é Maria Helena e como a varanda virou um espaço de cuidado
Maria Helena Ferreira, 68 anos, viúva, moradora de São João del-Rei, sempre valorizou a varanda como ponto central da casa, cenário de aniversários simples, rodas de conversa e encontros com os netos Lucas, de 7 anos, e Ana, de 4. Nos últimos verões, no entanto, os encontros passaram a ser interrompidos por picadas constantes de mosquitos, mesmo com uso de repelente.
Com o aumento de casos de dengue, zika e chikungunya na região Sudeste, a família passou a temer não apenas o incômodo, mas também o risco de doenças. Diante desse cenário, a varanda foi ganhando novo significado: de área quase proibida ao anoitecer para um pequeno “laboratório doméstico” de soluções naturais contra mosquitos.

Como surgiu a ideia de usar plantas para afastar mosquitos
A mudança começou em uma feira de agricultores locais, quando uma produtora rural comentou que muitas pessoas buscavam ervas aromáticas com potencial para afastar mosquitos. Entre as espécies citadas, chamou atenção a citronela, já conhecida pelo aroma intenso e pelo uso em velas e óleos repelentes.
Curiosa, Maria Helena pesquisou materiais de universidades e órgãos de extensão rural e percebeu que algumas plantas são usadas tradicionalmente como barreira natural. Ela entendeu que não seria uma solução milagrosa, mas uma estratégia complementar para reduzir a presença de insetos ao redor da casa, sem abandonar as orientações médicas.
Quais plantas foram escolhidas e como elas ajudam a repelir mosquitos
Entre várias opções, Maria Helena escolheu a citronela como planta principal na varanda. Essa gramínea aromática tem folhas longas e cheiro marcante, com óleo essencial rico em citronelal e geraniol, compostos que ajudam a mascarar odores que atraem mosquitos e criam uma “barreira olfativa” ao redor do ambiente.
Para potencializar o efeito e tornar o espaço mais agradável, ela combinou a citronela com outras ervas aromáticas e uma planta de apelo mais estético. Essa escolha criou um jardim funcional, unindo proteção, beleza e praticidade no dia a dia.
As principais plantas usadas por Maria Helena foram:
- Citronela – planta principal, de aroma intenso, distribuída em vasos grandes na borda da varanda.
- Manjericão e hortelã – complementares, reforçando o cheiro no entorno e ainda úteis na cozinha.
- Lavanda – adicionada para equilibrar estética e aroma, deixando o ambiente mais acolhedor.

Que cuidados complementares tornaram a estratégia mais segura
Mesmo animada com as plantas, Maria Helena manteve uma postura cautelosa. Ela conversou com uma enfermeira do posto de saúde para entender limites, reforçando que as plantas seriam apenas parte de uma estratégia maior de prevenção, não substituindo o combate ao Aedes aegypti nem o uso responsável de repelentes.
No dia a dia, ela continuou seguindo as orientações das campanhas de saúde pública, adotando medidas simples e consistentes para reduzir o risco de proliferação de mosquitos no entorno da casa.
- Manteve o quintal sem recipientes com água parada.
- Seguiu as campanhas locais de combate ao Aedes aegypti.
- Instalou telas em algumas janelas mais expostas.
- Usou repelente em crianças em períodos de alerta epidemiológico.
- Evitou aplicar óleos essenciais concentrados diretamente na pele dos netos.
O que a história de Maria Helena revela e como você pode agir agora
A experiência de Maria Helena reflete a realidade de muitas famílias brasileiras que enfrentam verões mais quentes, chuvas irregulares e surtos recorrentes de doenças transmitidas por mosquitos. Transformar varandas, quintais e sacadas em jardins funcionais é uma forma acessível de somar proteção, reduzir exposição química excessiva e resgatar espaços de convivência ao ar livre.
Olhe hoje para o entorno da sua casa: elimine focos de água parada, considere cultivar plantas repelentes e compartilhe essas práticas com vizinhos e familiares. Cada ação simples, feita agora, pode significar menos mosquitos circulando, mais segurança para crianças e idosos e um ambiente mais saudável para todos – não espere o próximo surto para começar a mudar.




