Quem caminha pela orla de Florianópolis em 2026 encontra regras bem mais definidas para circular com animais de estimação na areia. Com uma nova regulamentação municipal, o acesso de cães passou a ter horários, trechos específicos liberados e exigências claras para tutores, impactando especialmente quem tinha o passeio na praia como parte da rotina diária com o pet.
O que mudou no acesso de cães às praias de Florianópolis
A principal alteração diz respeito à presença de cães nas praias de Florianópolis em dois balneários muito procurados: Campeche e Ingleses. Nesses locais, os animais só podem circular na faixa de areia em horários de menor movimento, como início da manhã e fim da tarde, ficando proibidos no período central do dia.
Nem toda a costa da capital foi incluída: apenas trechos específicos de Campeche e Ingleses, sinalizados com placas, foram liberados. Nas demais praias da cidade, segue em vigor a proibição total de circulação de cães na faixa de areia, independentemente do horário.

Quais regras valem para levar cães às áreas liberadas
Para ter acesso às áreas autorizadas, não basta estar dentro do horário permitido: a regulamentação definiu um conjunto de exigências para garantir organização, segurança e higiene. A proposta é que os cães nas praias de Florianópolis estejam sempre identificados, vacinados e sob controle do tutor.
Entre as exigências mais comuns para o passeio com cães na praia estão:
- Identificação do pet: coleira com plaquinha contendo nome e telefone do responsável;
- Responsável maior de idade: a condução do cão deve ser feita por pessoa com 18 anos ou mais;
- Carteira de vacinação: recomendável portar o documento atualizado para eventuais fiscalizações;
- Uso de guia: o cão deve permanecer preso por coleira e guia durante todo o passeio, sem ficar solto na areia;
- Respeito às áreas sinalizadas: circulação apenas nos trechos indicados por placas da prefeitura.
Quais responsabilidades e cuidados os tutores devem assumir
A regulamentação deixa claro que qualquer dano, sujeira ou situação de risco gerada pelo animal é de responsabilidade direta do tutor. Isso vale para fezes deixadas na areia, conflitos com outros cães, acidentes com banhistas ou desrespeito às orientações dos fiscais municipais.
Entre os cuidados obrigatórios estão recolher imediatamente os dejetos, evitar levar cadelas em cio, observar o comportamento do cão — especialmente se tiver histórico de agressividade — e atender prontamente às abordagens de fiscalização, apresentando documentos e seguindo as orientações recebidas.

Como funciona o acesso de cães considerados perigosos
A regulamentação também traz regras específicas para animais classificados como potencialmente perigosos, como cães treinados para guarda, com histórico de ataques ou cujo porte e temperamento representem maior risco. Nesses casos, o controle deve ser ainda mais rigoroso para proteger outros frequentadores.
Quando autorizados a circular nos trechos liberados, esses cães devem usar focinheira, coleira resistente e guia curta, sempre conduzidos por um adulto capaz de contê-los em situações de estresse. O objetivo é reduzir ao máximo a chance de incidentes em áreas que recebem famílias, crianças e turistas.
Por que planejar os passeios com cães nas praias de Florianópolis
Com a regulamentação em vigor, os passeios com cães na orla deixam de ser improvisados e passam a exigir planejamento: escolher a praia certa, checar se o trecho é liberado, respeitar os horários e seguir as exigências de segurança e higiene. As placas instaladas em Campeche e Ingleses ajudam a identificar rapidamente o que é ou não permitido.
Se você quer continuar levando seu cão à praia sem correr risco de multa ou conflitos, informe-se sobre as regras, organize os horários e adapte sua rotina agora. Respeitar essas normas é urgente para garantir que os espaços sigam abertos aos pets no futuro e que a convivência entre tutores, banhistas e turistas continue segura e harmoniosa.




