Uma mulher construiu a casa no terreno errado após investir cerca de R$ 25 mil em Goianira (GO). O imóvel estava pronto quando ela descobriu o erro. Após acordos e doações, agora tenta recomeçar do zero no lote correto com apoio da comunidade.
Como a casa foi construída no lote errado?
No início do ano, o caso ganhou repercussão após a descoberta de que a obra havia sido feita em um lote que não lhe pertencia, na rua Aroldo Barbosa. A casa estava praticamente pronta quando a verdadeira proprietária apareceu.
Caroline afirmou que nunca teve intenção de invadir o terreno e buscou um acordo amigável assim que soube do erro. O impacto emocional foi imediato, já que ela levou cerca de três anos para concluir a construção.

O que foi construído e quanto ela investiu?
Para realizar o sonho da casa própria, ela trabalhou vendendo doces nas ruas e aplicou todas as economias na obra. Mesmo simples, o imóvel tinha estrutura completa, como mostra o que foi feito:
- Três cômodos e banheiro, suficientes para morar com as duas filhas.
- Poço artesiano e fossa, itens de alto custo que garantem abastecimento de água e saneamento.
- Ligação de energia elétrica já instalada, deixando o imóvel pronto para morar.
Como o erro afetou a vida e a saúde emocional?
A descoberta abalou profundamente a rotina da família. Caroline relatou crise emocional e sinais de depressão, além da dificuldade de continuar trabalhando com atendimento ao público por medo de não conseguir se controlar.
A exposição do caso trouxe apoio, mas também críticas. Segundo a família, o momento exigiu fé e união para enfrentar o recomeço inesperado, já que sem ajuda externa seria impossível iniciar outra obra.

Como está sendo o recomeço no terreno certo?
O novo capítulo começou no lote doado pela mãe em 2022. Com doações, apoio de conhecidos e ajuda do pedreiro, a obra foi iniciada novamente, agora com planejamento mais cuidadoso. Entre os pontos que marcam essa fase estão os seguintes:
- Casa maior, com cinco cômodos, oferecendo mais espaço e conforto para a família.
- Redução de custos na mão de obra, já que o pedreiro aceitou cobrar valor mais acessível para ajudar.
- Meta de concluir até novembro, garantindo moradia própria e saída do aluguel o quanto antes.
Qual é a situação atual da família?
Atualmente, Caroline vive de aluguel enquanto acompanha o avanço da nova construção. Cada etapa concluída representa uma vitória após meses de incerteza e frustração com a perda do primeiro imóvel.
Com apoio da comunidade e dos antigos proprietários do lote equivocado, que passaram a ajudar após negociação, a família aposta na solidariedade como base do recomeço e mantém a expectativa de finalmente viver no lar definitivo.




