A Michelin lançou pneu com inteligência artificial capaz de monitorar desgaste e carga em tempo real. A tecnologia usa dados do veículo para prever falhas e pode gerar economia global estimada em US$ 1,68 bilhão até 2030.
Como funciona o pneu com inteligência artificial da Michelin?
O sistema combina as soluções SmartLoad e SmartWear, desenvolvidas com a empresa Sonatus. A proposta vai além do tradicional monitoramento de pressão e passa a analisar dados dinâmicos do veículo.
A inteligência artificial cruza informações como frenagens, carga transportada e forças laterais em curvas. Com isso, calcula o desgaste real e a vida útil restante de cada pneu com maior precisão.

Quais benefícios operacionais a tecnologia promete?
A Michelin estima que o novo ecossistema digital pode substituir o TPMS convencional, trazendo ganhos relevantes para frotas e motoristas. Entre os principais benefícios apontados estão os seguintes.
- Redução de custos operacionais com manutenção preventiva mais precisa.
- Aumento da segurança ao antecipar falhas antes que se tornem críticas.
- Maior eficiência de frotas com gestão baseada em dados preditivos.
O que muda em relação aos sistemas atuais?
Diferentemente de sensores tradicionais, o sistema analisa o conjunto do veículo como um gêmeo digital, conceito que integra múltiplos dados operacionais. O objetivo é substituir alertas genéricos por previsões personalizadas.
Segundo Ali Rezgui, vice-presidente de Digital Twin da Michelin, a solução transforma dados complexos em informações acionáveis, ampliando vida útil dos pneus e apoiando estratégias de mobilidade sustentável.
Como a Michelin trata a privacidade dos dados?
Em meio ao debate sobre veículos conectados, a empresa afirma que as informações coletadas permanecem armazenadas no próprio automóvel, sem envio a servidores externos. Isso reforça a segurança digital embarcada.
- Dados ficam no veículo, reduzindo riscos de exposição externa.
- Integração via Sonatus Collector, com adaptação simplificada às montadoras.
- Compatibilidade com diferentes modelos, incluindo veículos clássicos e modernos.
A tecnologia será demonstrada na CES com um Ford Bronco de 1970 equipado com o sistema, reforçando que a inovação pode ser aplicada em diferentes arquiteturas automotivas.

Como está o cenário competitivo e regulatório?
A corrida por pneus inteligentes também envolve concorrentes como a Pirelli, que lançou a plataforma Cyber Tire em 2021. Porém, a solução enfrenta questionamentos regulatórios nos Estados Unidos.
Novas regras federais previstas para 2027 podem restringir determinados softwares automotivos conectados. O cenário regulatório torna a estratégia de armazenamento local de dados um diferencial competitivo relevante.




