A taxação de painéis solares e carros elétricos no Brasil avança com cronograma que pode elevar o imposto de importação a 35% até julho de 2026. A decisão afeta preços, investimentos e o ritmo da transição energética no país.
Por que o Brasil decidiu taxar carros elétricos e painéis solares?
A medida foi formalizada pela Câmara de Comércio Exterior e encerra quase uma década de alíquota zero para estimular a produção nacional. O governo afirma que o objetivo é incentivar fábricas locais e reduzir dependência externa.
Críticos apontam que a decisão pode encarecer tecnologias centrais à descarbonização, criando tensão entre política industrial e compromissos climáticos. O impacto imediato tende a atingir consumidores e empresas que dependem de importação.

Como será o aumento do imposto até 2026?
No caso dos veículos elétricos, o imposto foi retomado de forma escalonada e seguirá até atingir o teto de 35% em julho de 2026. A mesma lógica de progressividade vale para híbridos e equipamentos solares importados, conforme o cronograma definido.
- Carros 100% elétricos terão imposto crescente até chegar a 35% em 2026.
- Modelos híbridos e híbridos plug-in seguem percentuais progressivos definidos em etapas.
- Painéis fotovoltaicos perdem alíquota zero e passam a conviver com cotas temporárias de isenção até 2026.
Qual será o impacto nos preços para consumidores e empresas?
Especialistas do setor automotivo indicam que o aumento do imposto de importação tende a ser repassado quase integralmente ao preço final. Isso pode desacelerar o crescimento do mercado elétrico, que vinha ganhando escala recentemente.
No setor solar, o encarecimento de equipamentos pode alongar o prazo de retorno do investimento em sistemas fotovoltaicos. Pequenas e médias empresas, com menor margem para absorver custos, estão entre as mais sensíveis.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do TikTok canal.solar falando sobre o novo imposto em cima de energia solar e painéis solares:
@canal.solar Desde 2026, sistemas solares homologados após 7 de janeiro de 2023 passam a pagar 60% do Fio B, conforme a Lei 14.300 ⚡️ A economia diminui um pouco, mas o investimento segue atrativo. O impacto varia por região e quem homologou antes dessa data mantém as regras antigas. Comente Energia em 60 🔋
♬ som original – Canal Solar
O que muda para o mercado de energia solar no país?
O Brasil construiu um dos maiores mercados de geração solar distribuída com base em equipamentos importados, sobretudo da Ásia. A nova política tributária altera essa equação e pode reduzir o ritmo de expansão da capacidade instalada.
- Projetos residenciais podem exigir investimento inicial maior, reduzindo a atratividade imediata.
- Empresas que planejavam usinas próprias podem rever cronogramas e fluxo de caixa.
- Geração de empregos na cadeia solar pode sentir desaceleração se a produção nacional não crescer no mesmo ritmo.
A medida fortalece a indústria nacional ou encarece a transição?
O governo defende que a política cria espaço para industrialização local e transferência de tecnologia, estimulando montadoras e fabricantes a produzir no Brasil em vez de importar produtos prontos.
Entretanto, especialistas alertam que apenas elevar tarifas não garante fábricas ou inovação. Sem crédito, infraestrutura e previsibilidade regulatória, o risco é apenas encarecer soluções sustentáveis e atrasar a adoção em larga escala.




